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Obras de empresas ligadas a prédio que desabou são embargadas em São Paulo

Controladoria também suspendeu pedidos de alvará e afastou servidora envolvida em vistoria do imóvel que matou seis pessoas.

Obras de empresas ligadas a prédio que desabou são embargadas em São Paulo
Foto: Folhapress

A Controladoria Geral do Município de São Paulo embargou todas as obras em andamento na capital ligadas às empresas envolvidas no desabamento de um prédio em construção na rua Tequici, na Penha, zona leste. A estrutura caiu sobre uma casa e matou seis pessoas.

A Prefeitura de São Paulo também informou que pedidos de alvarás apresentados pelas construtoras e ainda em análise serão suspensos. A medida foi anunciada na segunda-feira (14), enquanto a Polícia Civil apura as responsabilidades pelo caso.

No domingo (13), a Justiça determinou a prisão temporária de três pessoas apontadas como responsáveis pela construtora do prédio. Ronaldo Vivacqua foi preso naquela manhã. Para a polícia, ele seria um “sócio oculto” da New Home Construtora. O engenheiro Cristiano Vivacqua, filho de Ronaldo e responsável legal pela empresa, e Isis Brandão, mulher de Cristiano e também proprietária da construtora, são considerados foragidos.

Adelmo Silva, advogado da New Home e dos investigados, afirma que uma decisão judicial autorizava as obras. Ele também disse que Cristiano e Isis devem se apresentar à polícia nos próximos dias.

Apuração sobre a obra e a vistoria

A Polícia Civil solicitou à Prefeitura de São Paulo todos os documentos relacionados à construção e pediu à Jucesp informações sobre empresas ligadas aos investigados. A servidora municipal que atestou a demolição no local foi intimada e deveria depor na terça-feira (15).

Segundo a prefeitura, a funcionária da Subprefeitura Penha realizou, em 2024, uma vistoria no imóvel e registrou em laudo a demolição da estrutura irregular. A CGM ouviu a servidora na segunda-feira e ampliou por até 120 dias seu afastamento das funções administrativas. O nome dela não foi divulgado.

A Polícia Civil confirmou que não foi cumprido um alvará municipal que previa a demolição do prédio para a construção de uma nova edificação. A obra começou em 2019 e foi interditada depois que a prefeitura identificou problemas estruturais. Como os trabalhos continuaram após multas, a Procuradoria Geral do Município acionou a Justiça, em 2021, para pedir a suspensão imediata.

A empreiteira apresentou outro projeto em 2022, e um alvará foi emitido em 2023 com a exigência de demolir a estrutura existente. A delegada Deidiene Prado afirmou que, quando o documento foi concedido, o prédio tinha cinco andares, e não nove.

De acordo com a prefeitura, técnicos verificaram com vizinhos e por imagens de satélite que a demolição não havia ocorrido. Cinco corpos permanecem no Instituto Médico Legal; quatro foram identificados e aguardam a retirada pelas famílias. Apenas uma vítima ainda não foi identificada, conforme a SSP. O corpo da sexta vítima, de nacionalidade paraguaia, foi liberado no domingo para a família.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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