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Desabamento na Penha deixa seis mortos; sócio da construtora é preso

Corpo de uma menina de sete anos foi localizado neste domingo, após mais de 24 horas de buscas em São Paulo.

Desabamento na Penha deixa seis mortos; sócio da construtora é preso
Foto: Folhapress

O Corpo de Bombeiros localizou neste domingo (13) o corpo de uma menina de sete anos entre os escombros de um prédio que desabou sobre uma casa na Penha, zona leste de São Paulo. Ela foi a sexta vítima morta na ocorrência. O corpo foi retirado no início da tarde.

A edificação, com 11 pavimentos, ruiu por volta das 2h de sábado, na rua Tequici. Os destroços atingiram uma residência vizinha onde moravam nove pessoas e funcionava uma oficina de costura. Um homem e outra menina de sete anos foram resgatados com vida.

A operação durou mais de 24 horas e contou com equipes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e da Prefeitura de São Paulo. Também foram retirados dos escombros o corpo de um homem, por volta das 23h, e os de duas mulheres, uma delas grávida. Os nomes das vítimas não foram divulgados.

Segundo Robson Mitsu, comandante do 3º grupamento do Corpo de Bombeiros, a etapa de emergência terminou. A prefeitura ficará responsável pela remoção dos escombros. “Estávamos procurando oito pessoas que viviam nas casas”, afirmou. Havia suspeita de que vigilantes da obra também estivessem no local, mas proprietários e advogados negaram essa informação.

Prisão e situação da obra

A polícia prendeu temporariamente, neste domingo, um dos sócios-proprietários da New Home, construtora responsável pelo edifício. Ele foi levado ao 24º Distrito Policial, onde prestará depoimento e ficará à disposição da Justiça. O governo do estado informou que continuam as diligências para cumprir outros dois mandados de prisão temporária contra representantes da empresa.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou no sábado que a construção era irregular. Segundo a prefeitura, a obra começou em 2019 sem alvará, foi interditada e continuou mesmo após a aplicação de multas. Em 2021, a Procuradoria Geral do Município entrou com ação judicial para pedir a suspensão imediata dos trabalhos.

A construtora apresentou um novo projeto em 2022, e um alvará foi emitido em 2023 com a exigência de demolição da estrutura existente. Uma vistoria realizada em 2024 por uma servidora da Subprefeitura da Penha registrou que a demolição havia sido feita. No sábado, porém, técnicos municipais verificaram, com vizinhos e imagens de satélite, que a estrutura permanecia no local.

Daniel Falcão, controlador-geral do Município, informou que a servidora foi afastada por 30 dias. A Polícia Civil também investiga o caso com a delegada do 24º Distrito Policial.

A New Home declarou que abriu uma apuração interna. A empresa afirmou que não há elementos para atribuir exclusivamente à construtora a causa do desabamento e disse que prestará apoio às famílias afetadas.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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