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Internacional

Declaração regional na ONU mira 25 grupos criminosos como terroristas

Argentina, Peru, Paraguai e outros países devem aderir à classificação coordenada com os Estados Unidos durante a Assembleia Geral da ONU.

Declaração regional na ONU mira 25 grupos criminosos como terroristas
Foto: Mike Segar/Reuters

Governos de 14 países da América Latina e do Caribe devem anunciar, durante a Assembleia Geral da ONU, uma classificação conjunta de 25 grupos criminosos como organizações terroristas. A iniciativa será formalizada à margem do encontro, com apoio do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

O mecanismo escolhido é o Tratado do Rio, pacto de defesa firmado em 1947 que considera um ataque contra um integrante como uma agressão contra todos. A medida representaria a primeira designação ampla de terrorismo assinada coletivamente por governos latino-americanos em parceria com Washington.

Argentina, Bolívia, Colômbia, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago integram o grupo. Peru e Paraguai confirmaram a assinatura. O Departamento de Estado e os demais governos não responderam de imediato aos pedidos de comentário.

Os grupos já haviam sido classificados pelos Estados Unidos como organizações terroristas estrangeiras. A lista inclui o cartel de Sinaloa, do México, o Tren de Aragua, formado na Venezuela, e gangues equatorianas que, segundo autoridades americanas, fornecem cocaína a cartéis mexicanos.

A designação pode permitir o congelamento ou a apreensão de ativos mantidos nos Estados Unidos, mas não autoriza, por si só, operações militares. Analistas e ex-autoridades americanas avaliam que a medida pode preparar o terreno para ações contra grupos acusados de tráfico de drogas.

Todd Robinson, ex-secretário de Estado adjunto para narcóticos internacionais e segurança durante o governo de Joe Biden, criticou a estratégia. Para ele, o combate deveria priorizar segurança civil, investigação financeira, produção de provas, acusações e processos judiciais. Robinson afirmou ainda que uma abordagem militarizada não conteve o fluxo de drogas para os Estados Unidos e poderia resultar em execuções extrajudiciais.

Mais de 220 pessoas morreram em ataques contra embarcações que, segundo o governo de Donald Trump, transportavam drogas. Um especialista jurídico da ONU escreveu que essas ações violam o direito internacional e podem constituir crimes contra a humanidade.

A preparação da declaração ocorreu em reunião, na semana passada, em Washington, entre Juan Pablo Segura, Kristi Noem e diplomatas dos 14 países. Noem é enviada especial para o Escudo das Américas, aliança de nações com governos conservadores criada pelo governo Trump.

Neste mês, depois de uma viagem de Marco Rubio à Colômbia, ao Equador e ao Peru, autoridades americanas anunciaram que US$ 52 milhões em ajuda militar seriam redirecionados para esses três países e o Panamá. O objetivo declarado é combater o narcoterrorismo e proteger o Canal do Panamá. Rubio disse no Equador que as organizações envolvidas não são apenas criminosas e precisam ser enfrentadas e desmanteladas.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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