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Fibromialgia leva pacientes a reorganizar a vida e mobiliza ações em Niterói

Grupo busca ampliar a informação sobre a síndrome, garantir acesso a medicamentos e padronizar avaliações para benefícios e capacidade de trabalho.

Fibromialgia leva pacientes a reorganizar a vida e mobiliza ações em Niterói
Foto: Reprodução/TV Globo

Um grupo de moradores de Niterói, na região metropolitana do Rio, promove ações para informar a população sobre a fibromialgia e reduzir o receio de que pacientes sejam julgados. A iniciativa também defende a oferta, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), dos principais medicamentos usados para aliviar a dor e a padronização das perícias que avaliam a capacidade de trabalho.

A mobilização ocorre em meio ao aumento da procura por atendimento. Nos últimos cinco anos, o SUS registrou mais de 2 milhões de atendimentos relacionados à síndrome. Atualmente, são mais de seis mil profissionais dedicados à dor crônica.

A fibromialgia provoca dores crônicas, cansaço e confusão mental. O sistema responsável por processar os sinais de dor permanece em alerta, podendo transformar toques leves em dor intensa. Como os sintomas variam, muitos pacientes não sabem como estarão no dia seguinte.

Impacto na rotina

Daiane, de 40 anos, costumava viajar para acompanhar shows e participava ativamente das apresentações. Há 14 anos, porém, passa a maior parte do tempo deitada e afirma que não consegue levantar os braços para bater palmas. Antes do diagnóstico, descrevia a sensação como carregar uma mochila de pedra até o trabalho. Ela pediu demissão, trancou a faculdade e ficou na casa dos pais.

Exames de sangue, ressonância e ultrassom não identificaram a origem da dor. A síndrome está relacionada a uma disfunção do sistema nervoso central, e especialistas apontam que predisposição genética, estresse emocional e infecções podem desregular os mecanismos de controle da dor.

A personagem Elisa, interpretada por Isabela Garcia na novela “Quem Ama Cuida”, também retrata essa trajetória. Na ficção, ela passou semanas com dores e exames inconclusivos antes de receber o diagnóstico. Isabela contou que a mãe tinha fibromialgia e descreveu os efeitos dos sintomas sobre a saúde mental.

Uma lei em vigor desde janeiro reconhece a fibromialgia como deficiência. A concessão de aposentadoria por invalidez, auxílio-doença e outros benefícios, no entanto, depende de avaliação. Cerca de 80% das pessoas diagnosticadas são mulheres, embora a medicina identifique um viés de gênero: homens seriam mais estimulados a suportar a dor.

Não há tratamento que resolva a síndrome. A orientação apresentada pela psicóloga é reorganizar a vida e ressignificar a condição, considerada crônica.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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