A França voltou a protestar com a Itália após manifestações contra consulados franceses em Livorno, na Toscana, e em Trípoli, então ocupada pelos italianos e hoje capital da Líbia. Os prédios foram apedrejados durante os atos.
As manifestações ocorreram depois que um anarquista italiano, que havia se abrigado na França, viajou a Roma para tentar matar o chefe de governo italiano, Benito Mussolini. O atentado fracassou e aconteceu no sábado (11).
A situação também envolve outros italianos que estariam foragidos na França. Fascistas italianos, supondo que esses fugitivos tenham alguma ligação com a tentativa de assassinato, defendem que eles sejam enviados para a Itália.
O novo protesto francês se soma à reação provocada pelos ataques contra as representações consulares. Livorno fica na região italiana da Toscana, enquanto Trípoli estava sob ocupação italiana no momento descrito. A cidade é atualmente a capital da Líbia.
A França, portanto, contestou novamente a Itália em razão das manifestações e da pressão para que italianos refugiados em território francês sejam entregues. O episódio reúne o atentado fracassado em Roma, os protestos contra consulados franceses e a cobrança de grupos fascistas pela transferência dos foragidos.


