SÃO JOSÉ DOS CAMPOS — A procura por lavanderias de autosserviço aumentou também entre pessoas que nunca haviam usado esse tipo de serviço. Com a chegada de novos clientes, funcionários passaram a orientar sobre o funcionamento das máquinas e as regras de utilização. Em alguns casos, o uso incorreto dos equipamentos provoca atrasos.
A demanda elevada está relacionada ao frio, à chuva e à alta umidade, que dificultam a secagem das roupas. Uma lavanderia tradicional precisou comprar duas novas secadoras para atender ao movimento. A proprietária Simone Teixeira afirma que muitos clientes são pais que precisam lavar uniformes de trabalho, uniformes escolares e roupas de bebê.
No serviço tradicional, o processo completo de lavagem e secagem tem levado em torno de três dias durante esse período. Simone descreveu a situação como “um desespero”, porque as tarefas não estavam previstas na rotina das famílias.
Espera e volume de roupas
Em uma lavanderia de autosserviço, o proprietário Moacyr Santos registrou aumento de 180% na procura. O estabelecimento passou a lavar mais de uma tonelada de roupas por dia e recebeu 72 ligações de pessoas que perguntavam sobre vagas.
A espera chega a cinco horas. Em dias comuns, a lavagem leva cerca de 35 minutos, enquanto a secagem demora 45 minutos. Com o movimento acima da capacidade planejada, os espaços ficam lotados, o que dificulta a organização e a limpeza. Moacyr disse que a situação também provoca reclamações de clientes que não conseguem realizar o serviço.
A lavanderia estima que a procura continuará intensa até o fim de setembro, com tendência de normalização depois desse período. O estabelecimento avalia ainda que parte dos novos clientes pode continuar usando o serviço após a melhora do tempo. A lavanderia tradicional espera que o movimento volte ao ritmo habitual quando a umidade diminuir.


