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Kora de Layla integra renovação de espetáculo com Taís Araujo em São Paulo

Musicista de Campinas compôs a harmonia da peça e passou a dividir o palco com Taís Araujo e Dani Nega.

Kora de Layla integra renovação de espetáculo com Taís Araujo em São Paulo
Foto: Reprodução/EPTV

A presença da musicista Layla transformou a montagem de “Mudando de Pele” em uma criação compartilhada no palco. Além de tocar a kora durante o espetáculo protagonizado por Taís Araujo, a artista de Campinas compôs toda a harmonia e os acordes executados no instrumento.

A participação começou após um convite de Dani Nega, diretora musical da peça. Ela conheceu o trabalho de Layla por vídeos na internet e a chamou para integrar a produção. Para Dani, a forma como a musicista toca a kora produz um efeito marcante no público.

A montagem está nos últimos dias de exibição no Teatro FAAP, na capital paulista. Taís Araujo interpreta três personagens e afirma que o roteiro apresenta as fragilidades da população preta sem restringir a narrativa ao sofrimento. A atriz também considera que a inclusão de Layla e Dani Nega modificou a estrutura da obra, originalmente um monólogo inglês.

“Isso não pode ser chamado de solo, porque a participação das meninas é muito poderosa em cena”, disse Taís. Segundo a atriz, a experiência de Layla acrescentou ao espetáculo uma perspectiva diferente da sua e da diretora musical. Taís também avaliou que a peça deixou de existir sem a participação das duas artistas, embora pudesse ser encenada por outra atriz.

A formação musical em Campinas

Layla, de 28 anos, teve contato com a música na Casa de Cultura Tainã, ocupação cultural de Campinas administrada por seu pai, Mestre TC Silva. No espaço, conheceu os tambores, a kora e as atividades desenvolvidas pela comunidade.

A kora tem 21 acordes e é feita de cabaça, couro e madeira. O instrumento surgiu no século 18, no Império Mandinga, no Oeste Africano. A trajetória de Layla está ligada à atuação comunitária da Casa de Cultura Tainã, que promove atividades voltadas à integração de comunidades quilombolas, indígenas, urbanas e rurais.

Fundada por Toninha na comunidade da Vila Bela, na região da Vila Padre Manoel da Nóbrega, a casa passou a ser administrada por Mestre TC após a morte da fundadora. Layla atribui à comunidade as oportunidades que teve de se aproximar da música e da cultura.

A equipe de “Mudando de Pele” planeja levar a apresentação a Campinas. Layla disse que deseja receber na plateia pessoas que acompanharam seu crescimento e outras que ela vê crescer na comunidade.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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