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Pesquisa não identifica feromônio humano usado para provocar atração

Prática da machosfera recomenda abandonar banho e desodorante, mas se apoia em uma hipótese sem confirmação científica.

Pesquisa não identifica feromônio humano usado para provocar atração
Foto: Innervisionpro/Adobe Stock

A ciência nunca identificou um feromônio humano, apesar de mais de 60 anos de pesquisa sobre o tema. A ausência dessa evidência contrasta com a prática chamada pheromone-maxxing, difundida entre homens da machosfera como uma tentativa de despertar atração por meio do odor corporal.

A proposta é simples: deixar de tomar banho, não usar desodorante e ir a encontros com o cheiro natural do corpo mais acentuado. Em versões extremas, adeptos afirmam vestir roupas sujas de propósito ou levemente encardidas. A expectativa é que substâncias liberadas pelo organismo provoquem uma resposta automática nas mulheres, como ocorre em várias espécies animais.

O pheromone-maxxing surgiu dentro do looksmaxxing, conjunto de práticas que promete tornar homens mais atraentes. A lógica trata o corpo como um projeto a ser otimizado, com métricas a alcançar, enquanto a rejeição é interpretada como uma falha técnica que precisa ser corrigida.

O termo circulava em fóruns incel, passou ao TikTok e hoje é promovido por influenciadores da machosfera, ecossistema que também difunde o discurso redpill. Entre as propostas do looksmaxxing, o pheromone-maxxing se apresenta como uma alternativa que não requer academia, procedimento estético ou dinheiro.

O argumento dos adeptos se baseia na existência de feromônios humanos: substâncias químicas que, liberadas pelo corpo, poderiam desencadear comportamentos automáticos em outra pessoa. Sem higiene, porém, o que se acumula é bactéria, não feromônio.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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