MANAUS — O policial militar Ederson Oséias Cordeiro Lira foi condenado a 17 anos, 2 meses e 8 dias de prisão pela morte de Kennedy Cardoso de Miranda, de 22 anos, durante uma confraternização de Natal em Manaus. A pena será iniciada em regime fechado, e a sentença também determinou a perda do cargo na Polícia Militar do Amazonas (PMAM).
A decisão do Conselho de Sentença determinou a prisão imediata do réu. Como Ederson já estava detido preventivamente desde o crime, ele não poderá recorrer em liberdade. Cabe apelação contra a sentença. A medida foi fundamentada no entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) que admite a execução provisória de condenações determinadas pelo Tribunal do Júri.
Os jurados absolveram o policial das acusações de tentativa de homicídio contra João Batista Souza da Silva e Sane Sílvia Marques de Souza, que estavam na residência quando Kennedy foi baleado. A perda do cargo foi aplicada com base no artigo 92 do Código Penal e em entendimento do STF sobre condenações que cumprem os requisitos legais.
O crime
De acordo com a denúncia do Ministério Público, Ederson foi à casa para visitar as filhas. Ele havia sido casado com a irmã da namorada de Kennedy. O policial estaria armado e embriagado e, durante a reunião, teria feito comentários aos convidados.
Em seguida, sentou-se perto de Kennedy e fez perguntas ao jovem. Depois, levantou-se, retirou a arma e disparou três vezes. Um dos tiros atingiu a cabeça da vítima. Um guarda municipal presente tentou impedir o ataque, mas Ederson deixou o local levando a arma.
Testemunhas socorreram Kennedy e o levaram ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Danilo Corrêa, na Zona Norte de Manaus. Ele morreu durante a madrugada. O crime ocorreu em 25 de dezembro de 2024.
Após o caso, a Justiça decretou a prisão temporária do policial. A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) informou que ele foi ouvido e passou por audiência de custódia, quando a prisão preventiva foi mantida. Desde então, Ederson permanecia detido até a condenação pelo Tribunal do Júri.


