O suspeito de matar a médica Gassi foi localizado pela Polícia Militar dentro de um carro, no pátio da casa de uma familiar, em Mandaguari. A cidade fica a 32 quilômetros de Maringá. João apresentava ferimentos no pescoço e recebeu voz de prisão em flagrante por feminicídio. Ele foi levado a um hospital, onde permanece sob escolta policial.
Moradores acionaram a PM depois de verem o advogado com diversos ferimentos. Em depoimento à Polícia Civil, os policiais relataram que João confessou à familiar ter matado Gassi. A mulher também foi ouvida pelo delegado e afirmou que ele não explicou como o crime ocorreu. Segundo o relato dela, João disse apenas que havia sufocado e matado a esposa.
A médica foi encontrada no apartamento por um familiar que havia sido informado sobre o assassinato. Do lado de fora do imóvel, ele ouviu o bebê chorando, arrombou a porta e encontrou o corpo de Gassi com sinais de esfaqueamento.
O Samu foi chamado ao endereço e confirmou a morte. O boletim de ocorrência registra que havia três facas ao lado do corpo. Conforme a Polícia Militar do Paraná, o bebê não estava ferido. Não há informação sobre o período em que permaneceu sozinho no apartamento. Quando os policiais chegaram ao local, a criança já estava com familiares, e o Samu permanecia no endereço.
Gassi trabalhava como médica na Unidade Básica de Saúde Nova Aliança, em Sarandi, a sete quilômetros de Maringá. A prefeitura emitiu uma nota de pesar pela morte da servidora e declarou repúdio a toda forma de violência contra todas as mulheres. A vítima e o suspeito eram servidores públicos.


