SÃO PAULO — A Polícia Civil investiga como morte suspeita o caso de Larissa Cruz Morata, de 29 anos, encontrada morta com um tiro na cabeça dentro do banheiro da casa onde vivia com o marido, o soldado da Polícia Militar Vinicius Costa Silva, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. A principal hipótese da investigação é a de assassinato, e o suicídio foi praticamente afastado pelos policiais.
A arma do policial estava sob o corpo de Larissa e foi apreendida para perícia. Os exames deverão avaliar se o disparo foi autoinfligido ou se houve participação de outra pessoa. Vinicius foi preso temporariamente nesta segunda-feira (7), por decisão da Justiça e a pedido da Polícia Civil.
A família contesta a versão de suicídio e suspeita de feminicídio. Maria Aparecida Morata, avó de Larissa, afirmou: “ela gostava muito da vida, e ela não se matou. Disso eu tenho certeza”. Segundo a avó, as duas haviam conversado na manhã do domingo (6), e Larissa aparentava estar bem.
O marido disse à polícia que havia pedido a separação. De acordo com o relato, ele foi dormir enquanto Larissa tomava banho. Depois de ouvir um barulho, encontrou a mulher ferida na cabeça e sem vida.
Relatos da família
Larissa e Vinicius estavam juntos havia quase quatro anos e tinham um filho de 2 anos, que estava na casa no momento do disparo. A mãe da vítima relatou aos investigadores que o relacionamento do casal era conturbado havia algum tempo.
Técnica em enfermagem, Larissa se descrevia em uma rede social profissional como “apaixonada pela área da saúde e em cuidar do próximo”. Ela também apontava responsabilidade, proatividade e dedicação como suas principais qualidades. Familiares a descrevem como uma mãe dedicada, alegre e com planos para o futuro. Ela havia agendado uma cirurgia estética.
Segundo a família, Vinicius liberou o corpo no Instituto Médico Legal e marcou o velório e o enterro para esta segunda-feira (7) sem avisá-la.

