EMBU DAS ARTES — A Polícia Civil investiga a morte de Larissa Cruz Morata, técnica em radiologia encontrada com um tiro na cabeça no banheiro da casa onde vivia com o marido e o filho. O imóvel fica no bairro Chácaras Bartira, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. O corpo foi localizado na manhã de domingo (6), e a arma usada no disparo, que pertencia ao marido da vítima, estava sob o corpo dela.
O caso foi registrado como morte suspeita a esclarecer. A hipótese de assassinato é a principal linha da investigação, enquanto os familiares de Larissa suspeitam de feminicídio. A versão de suicídio, apresentada pelo marido, perdeu força durante as diligências iniciais.
Exames devem definir a dinâmica
A arma do policial militar Vinicius Costa Silva, de 26 anos, foi apreendida e será submetida a exames periciais. A Polícia Técnico-Científica também deve analisar o local, realizar exame necroscópico e conduzir exames residuográficos e balísticos.
Os investigadores querem determinar a posição da vítima e da arma, a trajetória do disparo e se os vestígios são compatíveis com um tiro autoinfligido ou com a participação de outra pessoa. A Polícia Civil também ouve testemunhas e busca imagens de câmeras de segurança do imóvel.
A polícia informou que as diligências realizadas após o disparo identificaram inconsistências e elementos que, nesta etapa, afastam a hipótese de morte autoinfligida. Laudos deverão indicar como Larissa morreu.
Relato apresentado à polícia
Antes de ser preso, Vinicius afirmou que havia pedido a separação e dito à mulher que não a amava mais como esposa. Segundo o depoimento, Larissa chorou e ficou abalada. O policial declarou que os dois tinham uma farmácia em Taboão da Serra e que ela poderia continuar trabalhando no estabelecimento após o fim do relacionamento.
Ele disse que tentou acalmá-la, mas depois se deitou para dormir. Vinicius afirmou não ter visto o momento do disparo e relatou ter acordado com um barulho que lhe pareceu vidro quebrando. Ao ir até o banheiro, encontrou Larissa caída no chão.
Em seguida, segundo o depoimento, ele telefonou para o 190 e comunicou que a mulher havia atirado contra a própria cabeça com a arma dele. Depois, procurou familiares de Larissa.
A irmã de Vinicius estava na residência naquele domingo e saiu pouco antes do disparo. Aos investigadores, ela relatou que o casal havia conversado sobre a possibilidade de se separar. A família de Larissa afirma que ela vivia uma fase feliz, havia planejado procedimentos estéticos e não acreditava que ela tiraria a própria vida. Os parentes também disseram que o casal havia se mudado para o imóvel havia menos de um mês.
A defesa de Vinicius não foi localizada para comentar o caso.

