São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00%
Notícia com critério
Política

Andrei Rodrigues segue afastado da direção-geral da Polícia Federal

Decisão de André Mendonça foi mantida por maioria no STF; diretor chegou ao cargo escolhido por Luiz Inácio Lula da Silva.

Andrei Rodrigues segue afastado da direção-geral da Polícia Federal
Foto: Reuters

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, continua afastado do cargo por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A Corte formou maioria para manter a decisão nesta terça-feira (8). Gilmar Mendes pediu vista, ampliando em 90 dias o prazo para a análise do processo, mas o afastamento permanece em vigor.

Rodrigues foi responsabilizado por um relatório interno da Polícia Federal usado por Alexandre de Moraes para pedir uma investigação contra Mendonça. A solicitação mencionou abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

O caso está relacionado à divulgação, por Mendonça, de apurações da PF que ligavam Moraes ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O relatório afirma que o ministro teria direcionado investigações contra Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil-AP, “com quebra da imparcialidade judicial e favorecimento a determinados grupos políticos”. Mendonça indicou disposição de levar ao plenário a discussão sobre a abertura de uma investigação formal contra Moraes.

Trajetória na segurança pública

Escolhido por Luiz Inácio Lula da Silva para substituir a cúpula da PF que ocupava a instituição até 2023, Andrei havia sido coordenador de segurança do presidente e, antes disso, integrou a equipe de proteção da ex-presidente Dilma Rousseff em 2010. Também era próximo do ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo.

O diretor atuou na segurança da Copa do Mundo em 2014 e dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Nessas ocasiões, ocupou o posto de secretário extraordinário de Segurança de Grandes Eventos.

Durante sua gestão na PF, foram abertas investigações envolvendo integrantes do Exército, da Polícia Rodoviária Federal, do Gabinete de Segurança Institucional, da Agência Brasileira de Inteligência, do Ministério Público e da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

No início do terceiro governo Lula, em 2023, Rodrigues entrou em disputa com outros órgãos sobre a responsabilidade pela segurança pessoal do presidente e da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja. Um decreto criou a Secretaria Extraordinária de Segurança Imediata do Presidente da República e transferiu à PF parte da proteção, mas a segurança de Lula acabou retornando ao GSI.

As tensões com a Abin também marcaram o período. Em janeiro de 2024, a disputa entre a agência e a PF terminou na demissão de Alessandro Moretti, ex-diretor-adjunto citado em um relatório policial sobre o suposto uso da Abin, durante o governo Jair Bolsonaro, para espionar adversários políticos.

Ao anunciar Rodrigues, Lula disse que seria necessário consertar a PF e que não queria “policiais dando shows nas investigações”. Antes da direção-geral, Andrei ocupou funções de gestão, como oficial de ligação na Espanha, coordenador-geral de Polícia Fazendária e chefe da delegacia do aeroporto de Brasília.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.