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Política

Araceli defende ampliar verba cultural e salário regional no Pará

Candidata do PSOL também propôs rescindir contrato de água e reforçar o turismo de base comunitária no oeste do estado.

Araceli defende ampliar verba cultural e salário regional no Pará
Foto: Nicksson Melo/g1

A candidata do PSOL ao governo do Pará, Araceli Lemos, apresentou propostas para ampliar o investimento estadual em cultura, apoiar comunidades do oeste paraense e criar um salário mínimo regional de R$ 2.200 para trabalhadores celetistas. Ela também defendeu o cancelamento do contrato de abastecimento de água do estado.

Durante entrevista ao vivo, Araceli afirmou que pretende elevar de 0,3% para cerca de 3% a parcela destinada à cultura. A proposta está ligada ao fortalecimento do turismo de base comunitária e à chamada indústria criativa, com a participação de comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas. A candidata também mencionou a necessidade de melhorar o saneamento em Santarém.

Entre as atividades citadas por Araceli estão o audiovisual, a dança, o folclore e as manifestações relacionadas aos bois da região. Ela disse que o governo estadual deve investir nesses setores como parte de uma estratégia para gerar renda e integrar as comunidades.

Abastecimento de água

A candidata afirmou que pretende romper o contrato de privatização do serviço de abastecimento de água. Questionada sobre a possibilidade jurídica da medida, disse que o acordo, com prazo de 40 anos, pode ser rescindido em defesa da população.

Araceli associou a proposta às dificuldades enfrentadas por moradores diante da falta de água e à cobrança pelo uso de poços artesianos. Ela afirmou que o estado deve garantir o acesso à água nas residências.

Salário regional

Outra proposta apresentada foi a criação de um salário mínimo regional de R$ 2.200, com base em cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). Segundo a candidata, a medida seria permitida pela Lei Federal 103/2000 e teria como objetivo compensar o custo de vida no Pará.

Araceli disse que pretende encaminhar à Assembleia Legislativa um projeto do Executivo para instituir o novo piso. Como exemplo da diferença de preços no estado, citou a gasolina, que, segundo ela, custa em torno de R$ 6 em Belém e R$ 8 e alguma coisa em Canaã dos Carajás.

A entrevista foi realizada pelo Jornal Liberal 1ª Edição como parte de uma série com candidatos ao governo do Pará. As conversas têm 10 minutos e ocorrem de 14 a 21 de setembro. Araceli também foi questionada sobre a avaliação da gestão de Edmilson Rodrigues em Belém, mas respondeu que sua candidatura trata do governo estadual. Ao final, destacou sua trajetória como professora, mãe, avó e feminista e defendeu ações contra o feminicídio e para melhorar o IDH do estado.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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