BRASÍLIA — A pesquisa estimulada da Quaest indica que Celina Leão (PP) permanece à frente na disputa pelo governo do Distrito Federal nos recortes de sexo, raça, idade, escolaridade, renda, religião e orientação política. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (8).
No resultado geral, Celina Leão aparece com 35% das intenções de voto, ante 18% de Arruda (PSD) e 17% de Leandro Grass (PT). Paula Belmonte (PSDB) tem 4%; Cappelli (PSB), 2%; Kiko Caputo (Novo) e Professora Samara Mineiro (UP), 1% cada. Elisson (Agir), Professor Robson (PSTU), Expedito Mendonça (PCO) e Rico Pinheiro (PRTB) registram 0%.
Branco, nulo ou nenhum voto somam 7%, enquanto 15% dos entrevistados estão indecisos. Na comparação com o levantamento do fim de agosto, Celina passou de 34% para 35%, Arruda caiu de 20% para 18% e Grass avançou de 13% para 17%.
Diferenças entre os grupos
Entre as mulheres, Celina tem 34%, seguida por Grass, com 17%, e Arruda, com 16%. Entre os homens, a governadora marca 36%, Arruda alcança 19% e Grass, 16%.
Celina também lidera entre eleitores brancos, com 38%, pardos, com 36%, e pretos, com 26%. Nesse último grupo, Grass aparece com 22% e Arruda, com 21%. A margem de erro é de 5 pontos percentuais para brancos e de 9 pontos para pretos.
Por faixa etária, a governadora registra 33% entre pessoas de 16 a 34 anos, 37% entre as de 35 a 59 anos e 32% entre aquelas com 60 anos ou mais. Grass tem 19% nos dois extremos etários, enquanto Arruda marca 15% no primeiro grupo e 18% no último.
No recorte de escolaridade, Celina varia de 34% entre eleitores com ensino superior a 36% entre os que têm ensino fundamental ou médio. Grass chega a 25% no grupo de nível superior, no qual Arruda registra 11%.
A maior marca de Celina aparece entre evangélicos, com 45%, e entre bolsonaristas, com 57%. Entre eleitores lulistas, Grass lidera com 38%, seguido por Arruda, com 21%, e Celina, com 26%. No grupo de esquerda não lulista, Grass tem 55%.
Intenção de voto e decisão
Grass apresentou ganhos numéricos em quase todos os recortes, embora parte das variações esteja dentro da margem de erro. A exceção foi o grupo com renda de até 2 salários mínimos, no qual passou de 7% para 6%.
Para 55% dos eleitores, a escolha é definitiva. Outros 45% afirmam que ainda podem mudar de voto até as eleições, em 4 de outubro. Na pesquisa anterior, os percentuais eram de 47% e 53%, respectivamente.
A Quaest entrevistou 1.104 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro do levantamento é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Os registros no TSE são BR-04442/2026 e DF-01987/2026.


