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Política

Cury retoma projeto presidencial iniciado no PV e aparece em terceiro nas pesquisas

Aos 68 anos, candidato do Avante alcançou 8% no Datafolha e 10% na Quaest, enquanto sua trajetória política remonta a 2009.

Cury retoma projeto presidencial iniciado no PV e aparece em terceiro nas pesquisas
Foto: TV Globo/Reprodução

A candidatura de Augusto Cury à Presidência recupera uma ideia que o escritor já havia levado ao Partido Verde (PV) em 2009. Aos 68 anos e estreante em eleições, ele aparece em terceiro lugar nas pesquisas mais recentes, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.

O Datafolha divulgado na quinta-feira (3) registrou Cury com 8% das intenções de voto, seis pontos acima do resultado de agosto. Na Quaest divulgada na quarta-feira (2), o candidato do Avante marcou 10%, ante 2% na rodada anterior, de 14 de agosto.

A melhora nas pesquisas ocorreu ao mesmo tempo que o crescimento de sua presença nas redes sociais. O Índice de Popularidade Digital (IPD), calculado pela Quaest em uma escala de 0 a 100, passou de 37,8 para 54,5 pontos. Campanhas adversárias levantaram suspeitas sobre o aumento de seguidores, mas Cury nega irregularidades. Até o momento, não há processos relacionados ao tema no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A legislação eleitoral permite o pagamento para ampliar o alcance de publicações de candidatos, desde que observadas as regras. A contratação de influenciadores e o uso de perfis falsos ou automatizados para inflar o engajamento são proibidos.

A primeira aproximação com a política

Cury se filiou ao PV em 2009, quando o partido avaliou lançá-lo à Presidência nas eleições do ano seguinte. José Luiz Penna, presidente da legenda desde 1999, disse que a sigla buscava um nome capaz de atrair eleitores. O convite não avançou porque Sarney Filho chamou Marina Silva, que acabou sendo escolhida para a disputa.

Depois disso, Cury participou da elaboração de um programa de governo para Marina, com atenção especial à educação. Entre as ideias apresentadas naquele período estavam tornar profissionalizante todo o ensino médio, ampliar o ensino universitário a distância para municípios com mais de 10 mil habitantes e reorganizar as carteiras das salas de aula em formato de “U”.

Parte dessas propostas reaparece no programa de governo de 2026. O candidato mantém a defesa de maior integração entre ensino médio e formação técnica e profissionalizante. O documento atual também propõe um modelo de ensino menos expositivo, com estímulo à participação dos alunos.

O projeto político foi retomado após conversas com Michel Temer, Gilberto Kassab e Aécio Neves. O Avante ofereceu a estrutura eleitoral para a candidatura, incluindo acesso ao fundo eleitoral e ao horário eleitoral. O vice escolhido foi Júlio Delgado, ex-deputado federal e ex-filiado ao PV.

Cury afirma que pretende acabar com a possibilidade de reeleição caso seja eleito. “Um cargo não pertence a um homem, a um ser humano, nem a uma família”, declarou.

Patrimônio e atuação empresarial

Conhecido por livros como “O vendedor de sonhos”, lançado em 2008 e adaptado para o cinema oito anos depois, Cury é formado em Medicina e atuou como psiquiatra e psicoterapeuta. Também se tornou empresário e declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 242 milhões.

Os negócios ligados a Cury e a familiares abrangem educação, treinamento profissional, gestão emocional, publicação, produção de conteúdo, agricultura, exploração florestal, imóveis, construção e participações societárias. Há 31 CNPJs relacionados ao candidato ou a seus familiares; 23 apareciam como ativos, sendo 17 em São Paulo, 5 em Minas Gerais e um no Piauí.

Entre os registros de contratações públicas estão uma palestra contratada em março pelo Conselho Federal de Contabilidade por R$ 110.436,23 e outra, em 2023, pela Prefeitura de Ourinhos por R$ 63.931,81. Os quatro registros identificados somam R$ 222.912,32 em valores nominais. Os documentos consultados não apontam irregularidades nessas contratações.

Na área de telemedicina, Cury defende a ampliação do serviço no sistema público de saúde. Ele afirmou que não mantém mais relação com a Click Life, empresa da qual foi sócio e embaixador até 2023. Em 2025, a companhia foi desclassificada de uma licitação do Iamspe por não apresentar uma certificação exigida. O Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitou por unanimidade o recurso da empresa em fevereiro de 2026, enquanto o mandado de segurança principal ainda tramita.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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