PONTA GROSSA — O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, afirmou que o ministro Alexandre de Moraes deve ser separado dos demais integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração ocorreu durante visita a Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, na Cadeia Pública de Ponta Grossa (PR), neste sábado (5).
Flávio disse que a atuação de Moraes não representa a corte nem a magistratura. “A magistratura não é o Alexandre de Moraes”, afirmou, ao defender que os demais ministros não sejam associados às decisões do relator do processo de Martins.
Críticas ao ministro
O senador relacionou a situação de Martins ao conflito entre Moraes e o ministro André Mendonça, também do STF, ocorrido na última semana em razão do caso Banco Master. Flávio acusou Moraes de perseguir adversários políticos e citou o inquérito de fake news ao criticar sua atuação.
Ele também mencionou o caso envolvendo Daniel Vorcaro, afirmando que Moraes teria editado o contrato de sua esposa com o banqueiro investigado. A declaração foi feita em meio ao desgaste de Flávio relacionado ao caso Master, após a divulgação de uma conversa em que pediu dinheiro ao banqueiro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.
O senador afirmou ainda que pretende proteger o STF caso seja eleito presidente da República. “Hoje nós temos a convicção clara para o Brasil inteiro ver o que é o gabinete do ministro Alexandre de Moraes: é o gabinete da perseguição”, disse.
Situação de Filipe Martins
Martins foi condenado pela Primeira Turma do STF a 21 anos de prisão por participação na trama golpista. Ele estava em prisão domiciliar enquanto aguardava a análise de recursos. Em janeiro, Moraes determinou novamente sua prisão preventiva sob a alegação de que o ex-assessor havia descumprido a proibição de usar redes sociais.
Na visita, Flávio disse ter ido abraçar um amigo e contestou a condenação de Martins, relacionada, segundo ele, a uma minuta que nunca existiu e que ninguém teria visto.
Também participaram do encontro o senador Sérgio Moro (PL), candidato ao Governo do Paraná, e o deputado federal Filipe Barros (PL), que disputa uma vaga no Senado, além de outros candidatos do partido no estado. A visita durou cerca de uma hora e meia.


