BELÉM — O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (14) que o Supremo Tribunal Federal (STF) deve autorizar a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Para ele, Moraes também precisa ser afastado do cargo.
A declaração ocorreu na véspera de uma sessão extraordinária do STF, marcada para esta terça-feira (15), às 10h. O colegiado analisará um relatório da Polícia Federal sobre as relações entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Flávio disse que a sessão poderá levar à abertura formal de uma investigação contra o ministro. “Eu acho que não há nenhuma dúvida que pelo menos a maioria do Supremo, no plenário, tem a obrigação de autorizar o início de uma investigação contra ele”, afirmou.
O senador também defendeu o afastamento de Moraes e criticou sua permanência em julgamentos e sua atuação no inquérito das “fake news”.
O relatório da PF aponta Moraes como interlocutor de Vorcaro e registra um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. Em meio à crise no STF, Fachin retirou Moraes da relatoria do inquérito das “fake news” e suspendeu decisões de André Mendonça e Flávio Dino relacionadas às investigações sobre ministros da corte.
Outras investigações citadas
Durante a declaração, Flávio mencionou o filme “Dark Horse”, que trata da vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e pediu transparência nas investigações sobre a produção, o INSS, as “fake news” e o “Lulinha”.
O senador é investigado no STF por suspeitas relacionadas ao filme. A PF afirma que ele era “interlocutor direto” de Vorcaro e fazia “reiteradas cobranças” para que o ex-banqueiro investisse na produção.
Documentos da investigação registram negociações para o financiamento de pelo menos US$ 24 milhões, equivalentes a aproximadamente R$ 122,7 milhões. Desse total, ao menos US$ 12,3 milhões, cerca de R$ 62,9 milhões, teriam sido pagos. A PF também apura a origem e o destino dos recursos, incluindo a suspeita de que parte tenha custeado a estadia de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.


