SÃO PAULO — Fernando Haddad (PT) defendeu a divulgação de informações relacionadas ao caso Banco Master e afirmou que os dados dos celulares de Daniel Vorcaro devem ser incluídos na apuração. O candidato ao governo de São Paulo disse que a medida pode ajudar a esclarecer os fatos ainda no primeiro turno.
Durante uma passagem pela Avenida Paulista nesta terça-feira (15), Haddad afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) deu um passo em direção à transparência, mas que outras informações ainda permanecem protegidas. “Ainda tem muita coisa que precisa vir à tona e que ainda está sob sigilo”, declarou.
O candidato também disse que a população deve ter acesso aos dados para formar sua própria avaliação sobre o caso. Para Haddad, a manutenção de sigilos impede uma compreensão completa das relações envolvidas. Ele afirmou que, nos últimos dez dias, a defesa pela divulgação de todas as informações ganhou força.
Geraldo Alckmin, vice-presidente da República, acompanhava Haddad na agenda e defendeu uma apuração rigorosa. Ele afirmou que parte dos sigilos já foi retirada e que o Judiciário deve aprofundar as investigações. “O que a sociedade, a população espera é quebra de todos, todos os sigilos”, disse.
Alckmin também declarou que o Banco Master foi criado durante o governo Bolsonaro e que Vorcaro se tornou banqueiro naquele período.
As declarações foram dadas no mesmo dia em que o STF analisou a possibilidade de abrir uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por uma suposta relação com Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A sessão terminou sem decisão depois que o ministro Flávio Dino pediu vista. É a primeira vez que a Corte avalia a abertura de uma investigação criminal contra um de seus próprios ministros.
Vorcaro está preso no âmbito da Operação Compliance Zero. A apuração examina suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master e a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB). Informações retiradas do celular do ex-banqueiro estão entre os dados examinados pelo STF.


