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Política

Justiça exige preservação de provas em caso de cartazes contra Raquel Lyra

Decisões determinam perícias, coleta de imagens e entrega de arquivos digitais para esclarecer a origem do material.

Justiça exige preservação de provas em caso de cartazes contra Raquel Lyra

A Justiça Eleitoral determinou que administradores do Bastidor.PE entreguem à Polícia Federal o arquivo original de uma fotografia de cartazes contra a governadora Raquel Lyra. O material deverá ser fornecido em formato nativo, sem compressões, com metadados sobre data, horário, coordenadas geográficas e equipamentos usados.

A ordem fixou prazo de 48 horas e também determinou que o portal, seu provedor de hospedagem e a Meta preservem registros digitais. Devem ser mantidos logs de acesso, endereços de IP, históricos de alterações e conteúdos excluídos ou modificados a partir de 2 de setembro de 2026, sob sigilo.

Perícias e imagens de segurança

As medidas fazem parte de duas decisões que determinaram a abertura de inquérito pela Polícia Federal para apurar a existência e a origem dos cartazes. A investigação deverá verificar se o material foi produzido e instalado em espaço público ou se as imagens resultaram de montagem, manipulação ou fabricação digital.

A primeira decisão, proferida na terça-feira (1º), atendeu a pedido de Raquel Lyra e da coligação Pernambuco de Coração. A juíza eleitoral Anamaria de Farias Borba Lima Silva determinou a preservação de provas físicas e digitais e a apreensão imediata de exemplares remanescentes.

Os cartazes deverão passar por perícias gráficas e documentoscópicas. A análise buscará identificar o processo de impressão, o tipo de papel, a tinta, os equipamentos empregados e eventuais impressões digitais.

A Secretaria de Defesa Social, a CTTU e a prefeitura do Recife foram oficiadas para extrair e preservar gravações de câmeras do Bairro do Recife e das áreas próximas. A empresa LTX Segurança Privada Ltda, responsável por câmeras em uma das ruas, também foi intimada a conservar imagens e registros de leitura de placas de veículos.

Questionamento sobre a existência dos cartazes

O caso começou após pedido da coligação de Raquel Lyra. Na sexta-feira (4), a Justiça também acolheu uma petição da Frente Popular de Pernambuco, ligada à candidatura de João Campos, que solicitou a ampliação da apuração e questionou se os cartazes chegaram a ser afixados em vias públicas.

Segundo a Frente Popular, havia apenas uma imagem de cada cartaz. As fotografias foram publicadas pelo Bastidor.PE e mostravam, em uma delas, a frase: "ela matou o marido para ganhar a eleição". O material acusava Raquel Lyra de ter matado o empresário Fernando Lucena para ser eleita em 2022. Lucena sofreu um mal súbito no dia do 1º turno da eleição estadual.

Outra imagem apresentava a expressão "matadoras de maridos" e uma montagem de Raquel Lyra ao lado de Elize Matsunaga e Flordelis. Elize foi condenada por esquartejar o marido em 2012. Flordelis foi sentenciada em 2022 por ser mandante do assassinato do esposo.

Os cartazes teriam sido vistos no Bairro do Recife. O processo, inicialmente analisado pela 8ª Zona Eleitoral do Recife, foi encaminhado ao Juízo das Garantias da Justiça Eleitoral de Pernambuco, responsável pela fase pré-processual.

Vínculos e manifestações

A Frente Popular afirmou ainda haver indícios de vínculos entre integrantes do Bastidor.PE e a campanha de Raquel Lyra à reeleição. Léo Malafaia, que aparecia na equipe do portal, teve o nome retirado do expediente de autores e atua como videomaker da campanha da governadora. Fillipe Vilar e Rodrigo Ambrósio permanecem listados como colaboradores.

O nome de Malafaia foi retirado do expediente e matérias associadas a ele foram excluídas na noite de quarta-feira (2). A Justiça considerou haver "risco concreto de perecimento ou alteração de elementos probatórios armazenados em ambiente digital".

A coligação Pernambuco de Coração disse que o processo foi aberto por seu grupo e que a decisão posterior corresponde a um pedido complementar apresentado por outras partes. A defesa de Léo Malafaia afirmou que ele não tem vínculo com a página desde 2025 e negou qualquer ligação com os fatos. Também declarou que poderá adotar medidas judiciais para defender a honra e a integridade profissional dele.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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