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Política

Lei cria política para ampliar processamento de minerais críticos no Brasil

Nova legislação prevê fundo garantidor, incentivos fiscais e governança para desenvolver cadeias de beneficiamento e transformação mineral.

Lei cria política para ampliar processamento de minerais críticos no Brasil

A sanção da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) institui um marco nacional para pesquisa, extração, beneficiamento, transformação mineral, inovação e desenvolvimento de cadeias produtivas. A medida foi formalizada pela Lei nº 15.506/2026, sancionada em 16 de setembro.

A política busca ampliar a participação brasileira nas etapas de maior valor agregado. Entre seus objetivos estão a industrialização, a inovação tecnológica, a segurança energética e tecnológica, o desenvolvimento regional e a soberania nacional. A legislação também prevê ações relacionadas à distribuição, ao comércio e ao consumo de produtos derivados desses minerais.

Instrumentos de financiamento e incentivo

Um dos mecanismos criados é o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM). A União poderá participar do fundo com até R$ 2 bilhões, que serão utilizados em garantias para riscos de crédito e em instrumentos voltados a fatores como preços, liquidez e cumprimento de contratos.

A lei também institui o Programa Federal de Beneficiamento e Transformação de Minerais Críticos e Estratégicos. Empresas que realizarem no Brasil atividades de beneficiamento, transformação mineral e mineração urbana poderão receber créditos fiscais de até R$ 1 bilhão por ano entre 2030 e 2034. O volume total previsto para esse período chega a R$ 5 bilhões.

A definição dos minerais críticos considera riscos como dependência de importações, concentração geográfica da oferta, fatores geopolíticos e limitações tecnológicas. Já os minerais estratégicos são identificados, entre outros critérios, por sua relevância econômica e tecnológica para o país. A lista das substâncias será definida e atualizada no âmbito da política.

Governança, inovação e controle

A coordenação ficará sob uma estrutura que inclui o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (Cimce), vinculado à Presidência da República. O colegiado terá funções de planejamento, acompanhamento da política e monitoramento de projetos prioritários.

A legislação prevê ainda recursos para pesquisa, desenvolvimento e inovação em etapas como pesquisa, lavra, beneficiamento e transformação. Durante os primeiros seis anos, empresas abrangidas pelas regras deverão destinar percentuais da receita operacional bruta ao fundo garantidor e a projetos de inovação.

Entre os instrumentos previstos estão mecanismos de rastreabilidade, sustentabilidade, previsibilidade regulatória e segurança jurídica, além do Certificado Mineral de Baixo Carbono. A lei também estabelece acompanhamento estatal de ativos considerados estratégicos em situações que envolvam mudança de controle societário e participação estrangeira em empresas com determinados direitos minerários.

A implementação dependerá de regulamentação, estrutura institucional e coordenação entre governo, Agência Nacional de Mineração, empresas e investidores. A política pretende estimular não apenas a extração, mas também a transformação dos recursos minerais em produtos, tecnologia e atividades industriais no país.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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