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Economia

Pesquisa mineral pode ter classificação nacional de baixo risco

Proposta cria critérios para dispensar licenciamento na fase de pesquisa, mas mantém exigência de outras autorizações previstas em lei.

Pesquisa mineral pode ter classificação nacional de baixo risco
Foto: Folhapress

A falta de critérios uniformes para a pesquisa mineral é o principal ponto que o governo pretende enfrentar com uma nova regra nacional. A proposta prevê que atividades iniciais de investigação de jazidas sejam classificadas como de baixo risco e possam ser realizadas sem licença ambiental, desde que respeitados limites definidos na legislação.

O texto é conduzido pelo Ministério de Minas e Energia e pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. A minuta passou por análise jurídica e está na etapa final de aprovação.

Critérios diferentes entre os estados

O Conselho Nacional de Política Mineral, vinculado ao MME, identificou ausência de padronização entre os entes federativos. Dos 26 estados e do Distrito Federal, 18 não têm classificação de risco específica para autorizar pesquisas minerais na fase anterior à extração e à venda do minério.

Atualmente, as exigências podem variar conforme o local do projeto. Em alguns casos, a empresa precisa obter licenciamento antes de iniciar sondagens e perfurações; em outros, não há uma categoria própria de risco para esse tipo de atividade. O governo avalia que essa diferença gera insegurança jurídica e submete os empreendedores a exigências distintas.

A proposta abrange prospecção de campo, levantamentos, sondagens, perfurações, testes e análises de depósitos. O objetivo é descobrir quais minerais existem no subsolo, em que quantidade e se a exploração é viável. A dispensa, porém, não autoriza lavra, retirada, beneficiamento ou comercialização do material encontrado.

Restrições previstas

Pelas regras em discussão, as pesquisas serão enquadradas como nível de risco 1, a menor categoria prevista na Lei da Liberdade Econômica. A atividade não poderá exigir a abertura de acessos na área pesquisada nem provocar desmate de Mata Atlântica em estágio médio ou avançado de regeneração. Também não poderá causar impacto a patrimônio espeleológico, como cavernas.

A ausência de licença ambiental não permitirá a entrada irrestrita em qualquer área. Conforme a localização e as características do empreendimento, outras autorizações, licenças ou anuências previstas em lei continuarão sendo necessárias.

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima informou que participou da elaboração da proposta e afirmou que a intenção é garantir “uniformidade regulatória” quando não houver comercialização do produto extraído durante a pesquisa. A pasta também apontou que o modelo atual produz exigências diferentes e decisões assimétricas.

Minerais estratégicos

O MME declarou que a padronização pode reduzir o tempo de tramitação dos processos, estimular a pesquisa e ampliar a identificação de áreas com potencial mineral. Entre os alvos estão terras raras, níquel, nióbio, potássio e fosfato, associados pelo ministério à transição energética, à segurança alimentar e ao desenvolvimento econômico.

O grupo de trabalho de mineração criado pelo CNPM afirmou que a medida encerra um “limbo normativo” e pode incentivar a pesquisa e a lavra de minerais críticos e estratégicos.

O Ibama informou que, desde junho de 2025, já adotava o mesmo enquadramento sem licenciamento ambiental para atividades de impacto insignificante. A Agência Nacional de Mineração disse não ter recebido a proposta e, por isso, não avaliou seus dispositivos. A agência considera que parâmetros claros podem aumentar a segurança jurídica, desde que sejam preservadas as competências dos órgãos ambientais e as salvaguardas legais.

Em 2 de setembro, o Senado aprovou o marco legal para a exploração de minerais críticos e terras raras. A medida prevê R$ 5 bilhões em incentivos fiscais, um fundo garantidor e um conselho governamental para regular o setor, com poder de veto a parcerias internacionais.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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