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Política

Agenda de Lula na ONU inclui discurso, reuniões e possíveis contatos diplomáticos

Presidente terá compromissos em Nova York entre 20/9 e 22/9, com discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU.

Agenda de Lula na ONU inclui discurso, reuniões e possíveis contatos diplomáticos
Foto: AL DRAGO/Reuters

Lula terá uma agenda concentrada em Nova York durante a 81ª Assembleia Geral da ONU, com discurso previsto para 22/9 e encontros com autoridades internacionais. O presidente deverá se reunir com o prefeito de Nova York, Zohron Mamdani, e fazer uma reunião breve com o secretário-geral da ONU, António Guterres.

O governo brasileiro informou que recebeu ao menos 30 pedidos de reuniões bilaterais com chefes de Estado. Lula, porém, deverá atender apenas parte deles, em razão do espaço disponível na agenda e da logística de segurança na região da assembleia. Também existe a possibilidade de um contato com Donald Trump nos corredores da ONU.

Discurso e mensagens diplomáticas

Trump participará da assembleia e discursará logo depois de Lula. Pela tradição iniciada em 1955, o Brasil abre a sequência de falas, e o presidente brasileiro será o primeiro chefe de Estado a discursar.

A previsão é que Lula defenda o multilateralismo, as negociações de paz, a não interferência nos assuntos internos dos países, o direito internacional humanitário, o combate ao crime organizado, o meio ambiente e a inteligência artificial. O discurso também deverá apresentar iniciativas brasileiras e a avaliação do governo sobre o cenário internacional.

A cooperação internacional e as ações brasileiras contra o crime organizado devem ser mencionadas sem referências específicas a Trump, ao Primeiro Comando da Capital (PCC) ou a episódios recentes relacionados ao tema.

Lula também deverá abordar soberania e democracia, com críticas a tentativas externas de interferência no processo eleitoral brasileiro. A orientação interna é usar uma linguagem “polida”, sem citar diretamente os Estados Unidos, Donald Trump ou outros países que, na avaliação do presidente, tentam influenciar as eleições do Brasil, como Argentina e Israel. Um auxiliar afirmou que ele “não pode se omitir” e precisa “defender as instituições e o processo eleitoral”.

O texto será revisado até instantes antes da leitura no plenário da Assembleia Geral da ONU.

Conselho de Segurança e sucessão na ONU

A reforma do Conselho de Segurança é outro tema defendido por Lula. O órgão tem cinco membros permanentes — Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França — e dez membros não permanentes, escolhidos por mandatos de dois anos. Os cinco permanentes têm poder de veto, e qualquer decisão depende da aprovação desses países.

Lula sustenta que o conselho perdeu capacidade de evitar conflitos e mediar soluções pacíficas quando integrantes permanentes estão direta ou indiretamente envolvidos em guerras. O presidente defende a ampliação do órgão, com a inclusão de países como Japão, Alemanha, África do Sul e Brasil entre os membros permanentes.

A ONU também escolherá neste ano o sucessor de António Guterres. O Brasil apoia a candidatura de uma mulher latino-americana e já manifestou apoio a Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile. A escolha será feita pela Assembleia Geral da ONU a partir de uma indicação do Conselho de Segurança.

Compromissos e delegação brasileira

A chegada de Lula a Nova York está prevista para 20/9. Em 21/9, ele deverá revisar o discurso, encontrar-se com o prefeito e participar de possíveis reuniões bilaterais. No dia 22/9, fará o pronunciamento de abertura e retornará ao Brasil.

Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores, permanecerá em Nova York ao longo da semana depois da volta do presidente. A delegação brasileira participará de reuniões do Conselho de Segurança, incluindo uma sobre a situação na Palestina, além de eventos sobre direito internacional e outros temas multilaterais.

Também integram a delegação João Paulo Capobianco, do Meio Ambiente e Mudança do Clima; Wellington Dias, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; Esther Dweck, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos; Eloy Terena, dos Povos Indígenas; Rachel Barros, da Igualdade Racial; e Audo Faleiro, assessor-chefe adjunto da Assessoria Especial do Presidente da República.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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