A pesquisa Quaest mostra que Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro têm maiores vantagens em segmentos diferentes do eleitorado na simulação de 2º turno da eleição presidencial de outubro. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (2).
Lula registra seus melhores resultados no Nordeste, onde aparece com 62% das intenções de voto, contra 28% de Flávio Bolsonaro, diferença de 34 pontos. O presidente também lidera entre quem recebe até 2 salários mínimos, por 51% a 29%; entre pessoas pretas, por 49% a 31%; e entre eleitores com 60 anos ou mais, por 49% a 32%.
Flávio tem as maiores vantagens entre os evangélicos, com 53% contra 30% de Lula, e na região Sul, com 52% a 31%. O senador também supera o presidente entre eleitores que recebem mais de 5 salários mínimos, com diferença de 15 pontos; entre brancos, por 48% a 34%; entre pessoas de 16 a 34 anos, por 48% a 35%; e no grupo com ensino médio, por 46% a 36%.
Empate técnico e mudanças nos segmentos
No resultado geral, Lula soma 42% e Flávio Bolsonaro, 41%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, o que coloca os dois em empate técnico.
A mesma situação aparece entre eleitores de 35 a 59 anos, com 42% para Lula e 41% para Flávio, e entre os independentes, que registram 32% e 29%, respectivamente. Entre pessoas com ensino superior completo, Flávio tem 44%, contra 40% de Lula. Na faixa de 2 até 5 salários mínimos, os percentuais são 45% e 39%, dentro do limite da margem de erro.
No Centro-Oeste/Norte, Flávio aparece com 48% e Lula, com 38%. Como a margem de erro nesse segmento é de 5 pontos, há empate técnico no limite.
Entre 14 de agosto e 2 de setembro, Flávio passou a liderar entre os homens, por 47% a 39%, e entre os eleitores de 16 a 34 anos, por 48% a 35%. Lula manteve a liderança no ensino fundamental, mas a diferença caiu de 21 para 14 pontos, com 49% contra 35%. Entre quem recebe até 2 salários mínimos, a vantagem do presidente recuou de 31 para 22 pontos.


