A sessão do plenário do Supremo Tribunal Federal terminou com um pedido de vista de Flávio Dino e críticas à condução do julgamento. O ministro classificou como desastrosa a atuação de Edson Fachin, presidente do Supremo, na reunião que analisou a relação entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Cármen Lúcia lamentou o rumo da análise e afirmou que a situação havia criado um “mal-estar cívico”. Os ministros trocaram acusações e provocações ao longo da sessão de terça-feira (15), que teve confrontos em diferentes momentos.
Na abertura, Alexandre de Moraes acusou André Mendonça de parcialidade na condução do inquérito do Master, do qual Mendonça é relator. O ministro rejeitou a acusação e disse que ela era mentira. Moraes também afirmou que o colega estava a serviço de um grupo político que tentou dar um golpe no país, em referência aos ataques de 8 de janeiro de 2023.
Gilmar Mendes atribuiu a Mendonça um viés político-eleitoral e criticou a divulgação do relatório sobre Moraes às vésperas do 7 de Setembro. Também chamou o colega de “pixuleco” e questionou a decisão de afastar Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal.
O último confronto ocorreu depois que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, negou proximidade com Vorcaro. Mendonça tentou responder às suspeitas, mas foi interrompido por Gilmar, que classificou sua postura como leviana e disse que ele tinha um sentimento policialesco. Mendonça respondeu que o ministro deveria respeitá-lo.


