São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00%
Notícia com critério
Política

Pesquisa aponta aumento da desconfiança no STF e apoio a mudanças na Corte

Levantamento da Quaest mostra que 56% não confiam no Supremo e que 68% defendem mais exigências para novos ministros.

Pesquisa aponta aumento da desconfiança no STF e apoio a mudanças na Corte
Foto: Agência Brasil

A desconfiança no Supremo Tribunal Federal (STF) aumentou dez pontos em relação à pesquisa anterior, divulgada em agosto. No levantamento da Quaest, 56% dos entrevistados disseram não confiar na Corte, enquanto 30% afirmaram confiar pouco e 9%, confiar muito.

O resultado se aproxima dos índices registrados em abril e maio de 2026. Em abril, 53% declararam não confiar no STF; em maio, o percentual foi de 55%.

A pesquisa também mediu a percepção dos eleitores sobre o caso Master. Para 46%, o episódio afeta negativamente todos os Poderes de maneira igual. Outros 17% disseram que o impacto se restringe ao STF. O governo anterior e a família Bolsonaro foram citados por 15%, enquanto 9% apontaram o governo Lula e políticos do PT.

O Banco Central apareceu entre as instituições mencionadas por 2% dos entrevistados. Congresso Nacional foi citado por 1%, mesmo percentual dos que disseram que o caso não afeta nenhum dos Poderes. Não souberam ou não responderam 17%.

Propostas para o Supremo

Entre seis propostas de alteração na Corte apresentadas aos entrevistados, 68% apoiaram o aumento das exigências para a nomeação de novos ministros. A criação de mandatos com tempo fixo recebeu o apoio de 53%, enquanto 30% foram contrários, 4% não se posicionaram a favor nem contra e 13% não souberam responder.

Metade dos eleitores também defendeu que o Congresso Nacional e o Judiciário possam indicar magistrados para o Supremo. Atualmente, a escolha cabe ao presidente da República.

Os ministros precisam ter pelo menos 35 anos no momento da nomeação e se aposentam compulsoriamente aos 75 anos. Não existe prazo fixo para a permanência na Corte. Em carta, a seção de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) defendeu mandato de 12 anos.

A Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos. O levantamento foi realizado durante conflitos internos no STF, incluindo um embate entre Alexandre de Moraes e André Mendonça relacionado às investigações do Caso Master.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.