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Portaria prevê três prazos para plataformas comunicarem riscos contra menores à PF

Proposta do Ministério da Justiça vincula os prazos à gravidade dos conteúdos e prevê centro especializado na Polícia Federal.

Portaria prevê três prazos para plataformas comunicarem riscos contra menores à PF
Foto: Folhapress

A regulamentação do ECA Digital deverá criar, no âmbito da Polícia Federal, um Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente para receber e analisar comunicações sobre exposição, abuso e violência no ambiente digital. A estrutura está prevista em portaria que o Ministério da Justiça e Segurança Pública prepara para disciplinar a atuação das plataformas.

A proposta estabelece três prazos. Conteúdos que indiquem risco crível, iminente ou em curso à vida ou à integridade física de crianças e adolescentes deverão ser informados à PF em até 12 horas. Nos casos de violência sexual, a comunicação poderá ocorrer em até 72 horas. Publicações relacionadas a exposição e a outras formas de violência no ambiente digital terão prazo de até sete dias.

A nota técnica que define os termos da minuta foi concluída em 24 de agosto pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais, vinculada ao Ministério da Justiça. O documento foi enviado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao diretor-presidente da Agência Nacional de Proteção de Dados, Waldemar Gonçalves.

Regras previstas para as plataformas

O ECA Digital entrou em vigor em setembro de 2025 e determina que as empresas de tecnologia em operação no território brasileiro removam e comuniquem conteúdos de aparente exploração, abuso sexual, sequestro e aliciamento, quando praticados com uso direto ou indireto das redes.

A definição usada para o prazo de 12 horas considera haver probabilidade concreta e temporalmente próxima de lesão à vida, à integridade física, à integridade psicológica, à liberdade ou à segurança de criança ou adolescente, conforme as informações disponíveis.

Para preparar a minuta, foram realizadas reuniões e discussões com representantes de Roblox, Google, Meta, Kwai, Discord, TikTok e Netflix. A nota técnica afirma que a proposta “efetiva o disposto no ECA Digital e coloca o Brasil na vanguarda do combate à violência sexual online contra crianças e adolescentes”.

O ministério diferencia o centro planejado na PF do Disque 100, serviço que já recebe denúncias de violência sexual. Segundo a nota técnica, a estrutura policial funcionará como um “canal especializado de triagem de evidências criminais reportadas em alto volume por fornecedores de tecnologia”.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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