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Justiça

Justiça mantém prisão de Milton Leite após audiência de custódia

Ex-vereador foi levado a um hospital após relatar sintomas de pressão alta durante a manhã em Mogi das Cruzes.

Justiça mantém prisão de Milton Leite após audiência de custódia
Foto: Folhapress

A Justiça manteve preso o ex-vereador paulistano Milton Leite (União Brasil) após audiência de custódia realizada neste sábado (19). Ele havia se apresentado à polícia em Mogi das Cruzes, na região metropolitana da capital, e passou a noite na cadeia pública da cidade.

O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que não identificou irregularidades no cumprimento da prisão. Após a audiência, Leite foi levado a um hospital para avaliação médica, conforme informou uma autoridade a par das investigações. Pela manhã, ele havia reclamado de sintomas de pressão alta.

Suspeita investigada

Leite é alvo de prisão temporária por 30 dias, determinada pela 8ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo. Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, ele é suspeito de participar de um esquema para infiltrar integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) em empresas de ônibus responsáveis pelo serviço municipal em São Paulo.

A investigação faz parte da Operação Vectura Corrupta, conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil. A apuração envolve suspeitas de que empresas de ônibus que atuam no transporte coletivo em municípios paulistas tenham passado a ser administradas por integrantes da facção depois de obterem licitações.

O pedido de prisão cita duas situações em que o nome de Leite teria sido mencionado por terceiros. O nome dele aparece em um áudio localizado em um celular apreendido e em depoimentos de policiais prestados à Corregedoria da Polícia Militar. As representações da polícia e da Promotoria não apontam outros elementos contra ele, como pagamentos ou vínculos societários com empresas ou pessoas investigadas.

Leite, que foi seis vezes presidente da Câmara Municipal de São Paulo, afirma ser "inocente de todas as acusações" e diz que terá "oportunidade de provar tudo". O advogado Aloísio Lacerda Medeiros também declarou que o ex-vereador "não tem nada a ver com a história".

O ex-vereador não foi localizado em sua casa, na zona sul da capital, durante o cumprimento do mandado na quinta-feira (17) e passou a ser considerado foragido. Naquela manhã, afirmou que se apresentaria à Justiça em 24 horas. Ele compareceu à delegacia por volta das 16h de sexta-feira, cerca de 38 horas depois.

A operação também investiga suspeitas de corrupção de funcionários públicos e de participação do PCC no financiamento de campanhas para prefeitos e vereadores nas eleições de 2024 e na disputa atual. Ao todo, 16 pessoas foram alvo de ordens de prisão, e houve buscas em 18 endereços de São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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