A Executiva Nacional do PT aprovou uma orientação para que candidatos a deputado incluam, em seus materiais e ações de campanha, o nome do presidente Lula e dos candidatos majoritários apoiados pela legenda em cada estado. A medida alcança peças impressas e digitais, materiais de rua e conteúdos para redes sociais, entre outros formatos.
A resolução foi aprovada por 20 votos a favor e teve a abstenção de um deputado, que defendeu o respeito às particularidades de cada estado. O documento afirma que a presença de Lula e dos candidatos aos governos estaduais e ao Senado Federal deve ser ampliada nos instrumentos usados pelas campanhas proporcionais, conforme as estratégias de cada candidatura.
Cobrança por unidade
Na noite de sexta-feira (18), o presidente do PT, Edinho Silva, reforçou a orientação em mensagem enviada a petistas. Ele afirmou que a militância deveria comunicar à direção partidária a existência de materiais que não refletissem a estratégia eleitoral aprovada. Nesses casos, defendeu o encaminhamento de ações por infidelidade partidária, com pedido de devolução de recursos do Fundo Eleitoral.
“Não há nada mais importante que a eleição do presidente Lula”, disse Edinho em áudio. Em outra mensagem, ele relacionou a decisão às dificuldades para construir unidade dentro do partido e afirmou que não haveria unidade se os materiais não expressassem o que foi aprovado coletivamente.
A cobrança ocorreu depois que grupos de conversa de petistas passaram a compartilhar imagens de materiais sem a indicação de Lula ou de outros candidatos majoritários. Em um dos casos, uma chamada “colinha” de uma candidata do PT trazia apenas o nome dela. A partir daí, foram publicadas fotos de peças de candidatos ligados a diferentes correntes.
Falta de materiais
A discussão também expôs reclamações sobre a distribuição de adesivos e panfletos. A duas semanas do primeiro turno, petistas ainda cobravam o envio desses materiais.
Vice-presidente do PT, o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, criticou a condução da campanha de Lula e afirmou que havia falta de coordenação. Ele também disse que a produção de materiais foi centralizada em São Paulo e que itens de campanha não chegaram aos estados.
“A campanha tem vários problemas”, afirmou Quaquá. Segundo ele, faltavam bandeiras, panfletos e materiais com o nome de Lula. Edinho Silva não havia se manifestado quando foi procurado.


