A saúde aparece como principal problema da Paraíba para 31% dos eleitores, conforme pesquisa Quaest divulgada em 25 de agosto pelas TVs Cabo Branco e Paraíba. O levantamento ouviu 804 pessoas presencialmente, em domicílios, entre 21 e 24 de agosto, e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números PB-07850/2026 e BR-00699/2026. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro máxima de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Os programas de governo de Cícero Lucena (MDB), Efraim Filho (PL), Lucas Ribeiro (PP), Camilo Duarte (PCO), Pedro Coutinho (DC) e Yuri Ezequiel (UP) apresentam propostas para a área. Entre os pontos comuns estão a redução de filas, a interiorização do atendimento e a ampliação da estrutura hospitalar.
Rede regional e atendimento
As medidas incluem a instalação de policlínicas em todas as regiões de saúde, a criação de hospitais e policlínicas regionais e o fortalecimento da atenção primária. Também aparecem propostas para levar medicamentos, telemedicina e telessaúde aos municípios, além de uma rede de urgência e emergência com cobertura no Sertão.
Há planos para concluir os hospitais do Sertão, em Patos, e da Mulher, em Sousa e Campina Grande. Também é citada a conclusão e o equipamento do Hospital de Trauma do Sertão. Outra proposta prevê o SAMU Aéreo Paraíba, com bases em João Pessoa, Campina Grande, Patos e Sousa, para serviços aeromédicos e plantão permanente.
Os programas também mencionam o apoio à interiorização do tratamento oncológico, com referência à Fundação Napoleão Laureano e ao Hospital da FAP, localizado em Campina Grande. Uma das propostas estabelece o início do tratamento do câncer em até 60 dias.
Filas, gestão e atenção especializada
A eliminação do passivo de cirurgias e exames é apresentada junto à definição de um tempo máximo regulado de espera. Outra medida propõe zerar as filas cirúrgicas e de exames, enquanto outro programa trata o tempo de atendimento como indicador central de qualidade.
Também estão previstas a criação de um prontuário eletrônico único estadual, a divulgação de indicadores de mortalidade, atenção primária e acesso e a revisão periódica do planejamento. O Centro Estadual de Regulação Hospitalar seria consolidado, e programas como Opera Paraíba, Paraíba contra o Câncer, Coração Paraibano e Saúde Digital seriam fortalecidos.
As propostas incluem ainda a ampliação da saúde mental, com novos CAPS III e CAPS AD, ações de prevenção ao suicídio, integração da área à atenção primária, ambulatórios regionais e teleatendimento. Também são citados o fortalecimento da saúde materna, a vacinação, um novo CRIE em Campina Grande, os cuidados paliativos e a Rede de Transplantes de Tecidos e Órgãos.
Propostas nacionais e orçamento
O programa de Camilo Duarte é o mesmo apresentado por Rui Costa Pimenta (PCO) para a Presidência da República. Por isso, as propostas do partido para a saúde são nacionalizadas e não apresentam medidas estaduais específicas.
Entre elas estão mais recursos para a saúde pública, um plano emergencial de construção de hospitais e postos de saúde, a retomada do Mais Médicos e a validação imediata de diplomas de médicos brasileiros e estrangeiros residentes no país. O programa também propõe piso salarial de R$8 mil para profissionais da saúde e o uso de recursos da exploração do petróleo em serviços como a saúde.
Outras medidas citadas são a redução das filas de consultas, exames e procedimentos especializados; uma política integrada para a primeira infância; orçamento para assegurar o funcionamento de 100% da saúde pública; fim das terceirizações; descentralização da estrutura; e legalização do aborto na rede pública.


