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Política

Salles questiona aproximação do setor econômico com Flávio Bolsonaro

João Moreira Salles afirma que empresários conhecem o histórico do grupo Bolsonaro, mas relativizam riscos institucionais em busca de uma agenda econômica favorável.

Salles questiona aproximação do setor econômico com Flávio Bolsonaro
Foto: Folhapress

João Moreira Salles afirmou que encontros entre empresários, banqueiros, investidores e Flávio Bolsonaro (PL) conferem legitimidade política ao senador. Para o escritor, parte da elite econômica brasileira decidiu se aproximar do candidato mesmo conhecendo o histórico político dele e de sua família.

O fundador da revista piauí publicou o argumento na quinta-feira (1º), ao relacionar a movimentação empresarial a preocupações com a situação fiscal do país e à expectativa de uma política econômica mais próxima dos interesses desse grupo. Na avaliação de Salles, o ponto central não é a falta de informação, mas a escolha de ignorar riscos ligados à democracia e aos valores institucionais.

Salles citou, entre os empresários e executivos que participariam desse ambiente, Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú, instituição da qual a família Moreira Salles é sócia. O autor também afirmou que a elite econômica não necessariamente deseja “o fim do frágil experimento democrático brasileiro”, mas teria optado por desviar os olhos diante de determinados antecedentes.

O episódio citado por Salles

O artigo recupera o voto de Jair Bolsonaro (PL) no impeachment de Dilma Rousseff (PT). Na ocasião, o ex-presidente homenageou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido judicialmente como responsável por torturas durante o regime militar. Segundo Salles, Flávio Bolsonaro nunca repudiou a homenagem e, ao contrário, defendeu o pai.

Para o escritor, a continuidade política declarada entre os dois torna o episódio relevante para a avaliação da candidatura. “A tortura certamente é um deles”, escreveu, ao defender que certos princípios não deveriam ser objeto de negociação.

Salles reconheceu a gravidade das discussões sobre gastos públicos, dívida e condução econômica do governo Lula, além das críticas feitas por agentes do mercado. Ele questionou, porém, a conclusão de que esses problemas justificariam a aproximação com o candidato do PL.

O autor lembrou ainda que o governo Bolsonaro enfrentou controvérsias fiscais. Para ele, crises econômicas podem ser revertidas, enquanto rupturas democráticas podem produzir danos institucionais duradouros. Ao final, afirmou que a eleição brasileira de 2026 colocou diante dos eleitores alternativas que, em sua avaliação, não eram equivalentes, sem que isso representasse adesão ao atual presidente.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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