Ana Hering, candidata a deputada federal pelo Missão, partido criado pelo MBL, defende que mulheres trans não usem o banheiro feminino. Como alternativa, propõe a existência de três espaços: masculino, feminino e unissex. Segundo ela, o banheiro unissex também poderia ser usado por pessoas intersexo e por adultos acompanhados de crianças de outro gênero.
Advogada e formada inicialmente como técnica em química, Hering disse que deixou o emprego em uma multinacional para entrar na política. Ela afirmou que cresceu em uma família de esquerda, em um ambiente sindical, mas construiu sua posição política buscando referências de diferentes correntes. Hoje, define o Missão como um partido de direita.
A candidata declarou apoiar o uso do termo mulher biológica e criticou a adoção de expressões como pessoa que gesta e mulher cis. Também afirmou que mulheres trans não deveriam competir nos mesmos espaços esportivos que mulheres biológicas. Ao falar sobre a presença de pessoas trans em banheiros, disse que não seria possível saber quando alguém é de fato uma pessoa trans ou quando se trata de uma pessoa mal-intencionada.
Propostas e posições políticas
Hering afirmou que pretende atuar na Câmara dos Deputados porque considera sua participação mais útil no âmbito federal. Ela citou o Livro Amarelo, documento de propostas do Missão com 460 páginas, e disse que o partido prevê uma economia de R$ 250 bilhões por ano com um ajuste fiscal.
Na avaliação da candidata, essa medida aumentaria a confiança no país e reduziria os juros. Com juros menores, haveria mais investimentos em infraestrutura e no setor imobiliário, em vez da concentração de recursos na renda fixa.
Sobre São Paulo, Hering criticou mudanças no Plano Diretor e mencionou a construção de prédios e as dificuldades no trânsito. Também afirmou que os preços dos imóveis são incompatíveis com o tamanho de algumas unidades.
A candidata declarou ser favorável ao sufrágio universal e repudiou as falas de Paulo Figueiredo que questionaram o voto feminino. Ela disse que uma proposta de voto familiar chegou a ser estudada antes da versão final do Livro Amarelo, mas foi abandonada porque o partido decidiu manter a defesa do voto universal.
Hering também citou uma pesquisa segundo a qual o alinhamento de Flávio Bolsonaro com o governo Lula seria de 40%, enquanto o de Kim Kataguiri ficaria em menos de 20%. Ela afirmou que o Missão não rejeita ideias por sua origem e que seus integrantes se consideram a verdadeira direita.



