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Saúde

Leptospirose: água de enchente exige proteção e atenção aos sintomas

Estado de São Paulo registrou 347 casos entre janeiro e agosto de 2026; doença pode causar complicações renais e respiratórias.

Leptospirose: água de enchente exige proteção e atenção aos sintomas
Foto: Folhapress

O período entre o contato com a bactéria Leptospira e o aparecimento dos primeiros sintomas pode durar de um a 30 dias, com maior frequência entre sete e 14 dias. A informação é relevante para quem teve contato com água ou lama de enchentes, principais cenários de transmissão da leptospirose.

Febre, dor de cabeça, falta de apetite, náuseas, vômitos e dor muscular, especialmente nas panturrilhas, estão entre os sinais iniciais. Também podem ocorrer diarreia, dor nas articulações, olhos avermelhados e tosse. Como o quadro pode ser confundido com outras infecções, o contato recente com água ou lama deve ser informado ao profissional de saúde.

Em aproximadamente 15% dos casos, a doença pode apresentar manifestações como icterícia, insuficiência renal, hemorragias e dificuldade para respirar. O tratamento é feito com antibióticos e está disponível no SUS. O Ministério da Saúde orienta que a medicação seja iniciada diante da suspeita, pois sua eficácia costuma ser maior na primeira semana dos sintomas. A automedicação não é recomendada, e casos graves podem exigir internação.

Balanço no estado

A Secretaria de Estado da Saúde registrou 347 casos no estado de São Paulo entre janeiro e agosto de 2026. Em todo o ano passado, foram contabilizados 451 casos. A capital paulista teve 93 ocorrências, seguida por Mogi das Cruzes e Campinas, com 34 cada uma, e Santos, com 33.

A bactéria é eliminada pela urina de animais infectados, principalmente ratos urbanos, mas também de cães, bois e porcos. A água contaminada pode atingir bueiros, esgotos e outros locais. A infecção pode ocorrer mesmo sem ferimentos na pele; cortes, arranhões e o contato com mucosas, como olhos, boca e nariz, facilitam a entrada da bactéria.

Medidas de proteção

A recomendação é evitar água e lama de enchentes. Quando isso não for possível, devem ser usadas botas e luvas impermeáveis, com cortes e arranhões cobertos por curativos à prova d'água. Na limpeza, é necessário utilizar proteção para remover a lama e higienizar superfícies.

Alimentos que tiveram contato com água de inundação devem ser descartados. A água para consumo precisa ser potável, filtrada, fervida ou clorada. Para reduzir a presença de roedores, o Ministério da Saúde recomenda acondicionar bem o lixo, guardar alimentos adequadamente, vedar caixas-d'água e fechar frestas e aberturas.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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