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Cultura

Ficção científica brasileira e romance marcam dia de menor movimento na Bienal

Programação reuniu autores nacionais de ficção científica, escritoras de romance e a espanhola Elena Armas em São Paulo.

Ficção científica brasileira e romance marcam dia de menor movimento na Bienal

A terça-feira (3) foi o primeiro dia útil da Bienal do Livro em São Paulo depois do feriadão e teve o menor movimento desta edição. As filas e multidões que ocuparam o Distrito Anhembi desde a sexta-feira (4) não se repetiram, e o público se concentrou principalmente em encontros sobre ficção científica e romance.

No palco principal, Ale Santos, Felipe Castilho e Jana Bianchi participaram da única mesa da programação dedicada ao gênero. Para a mediadora Tamirez Santos, a ficção científica é um gênero político. Castilho afirmou que falar sobre o futuro também significa abordar o presente e o passado.

Ale Santos disse que a tecnologia é um espaço de disputa do imaginário. O autor de “O Último Ancestral” defendeu a ressignificação de nomes ligados à tecnologia e citou, em seus livros, expressões como “cibercapoeiristas” e “tecnogriôs”. A palavra “ciberespaço” foi criada pelo canadense William Gibson, enquanto “robô” tem origem em uma peça tcheca.

A procura por ficção científica brasileira também aparece nas vendas. Na editora Aleph, especializada no gênero, quatro dos cinco títulos mais vendidos durante a Bienal são de autores nacionais. A editora começou a publicar esses escritores neste semestre.

À noite, a programação passou aos romances, com maioria de mulheres na plateia. Carina Rissi, Babi A. Sette e Paola Aleksandra discutiram o romantismo e o tratamento de princesa, em contraste com a mesa da segunda-feira dedicada a autoras de “dark romance”.

As autoras também falaram sobre o termo “hot”, usado para descrever livros com sexo explícito. Rissi afirmou que não consegue escrever nesse estilo; Sette relatou o constrangimento de ser lida pelo próprio pai. Aleksandra sugeriu “romance páprica” para obras com sensualidade e sexo tratado de forma indireta.

A programação terminou com Elena Armas, que participou da Bienal de São Paulo pela segunda vez. A escritora espanhola falou em inglês, com tradução consecutiva de Frini Georgakopoulos, narradora do audiolivro de “De Volta para Mim”. Armas disse que pretende iniciar uma “era vampírica” em seus livros e afirmou que há uma adaptação cinematográfica a caminho. A 28ª edição segue até domingo, 13 de setembro.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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