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Cultura

Lanternas relaciona a formação de John Stewart ao racismo nos EUA

Série da HBO recupera a origem do personagem e conecta sua trajetória às disputas raciais presentes na história dos super-heróis.

Lanternas relaciona a formação de John Stewart ao racismo nos EUA
Foto: /HBO Max

A série Lanternas, da HBO, apresenta John Stewart como um personagem cuja preparação para se tornar um herói está ligada à experiência de homens negros nos Estados Unidos. A produção retoma a trajetória do Lanterna Verde e usa a origem do personagem para discutir as exigências impostas a minorias que buscam reconhecimento profissional.

A formação de John Stewart

Na trama, Hal Jordan, piloto da Força Aérea americana interpretado por Kyle Chandler, recebe o anel dos Lanternas Verdes depois de responder que não tem medo. O chamado passa antes pelo pai de John Stewart, um fuzileiro naval que rejeita a convocação.

Diante da recusa do marido, a mãe de Stewart entrega o filho ainda bebê aos alienígenas responsáveis pela guarda intergaláctica. Ao questionar o sentido de perguntar a um homem negro se ele tem medo, ela coloca a experiência racial no centro da origem do herói. Stewart cresce sob disciplina militar e, mais tarde, torna-se aprendiz de Hal, interpretado por Aaron Pierre.

A série é uma nova produção da DC Studios sobre o personagem depois do filme Lanterna Verde, de 2011, estrelado por Ryan Reynolds como Hal. A escolha de alterar elementos da história original provocou resistência entre fãs que defendem maior fidelidade às histórias em quadrinhos e entre os que consideram inadequado levar problemas do mundo real para narrativas de super-heróis.

Uma tradição nas histórias em quadrinhos

A própria trajetória editorial do Lanterna Verde inclui questões raciais. Em 1971, John Stewart assumiu o anel e se tornou o primeiro herói negro da DC. Sua estreia ocorreu em uma história na qual defendia dois homens negros de um policial abusivo, em um período marcado pelo movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos.

Na Marvel, Pantera Negra apareceu em 1966, e Falcão, em 1969. A presença de personagens negros e de temas ligados ao racismo, portanto, já fazia parte das duas principais editoras de super-heróis antes de chegar a filmes e séries.

A Marvel ampliou a presença de protagonistas diversos após o sucesso de Pantera Negra, lançado em 2018. Uma das mudanças foi a passagem do uniforme do Capitão América para Sam Wilson, o Falcão. A minissérie Falcão e o Soldado Invernal, de 2021, abordou as dificuldades de ser um homem negro nos Estados Unidos mesmo com a identidade de super-herói.

Produções recentes e o debate político

Em 2025, o filme Capitão América: Admirável Mundo Novo mostrou Wilson assumindo definitivamente o uniforme. O lançamento ocorreu poucos meses depois de Donald Trump revogar políticas públicas de incentivo à diversidade nos Estados Unidos, medida que teve impacto em Hollywood.

Outro caso citado é Magnum, minissérie do Disney+ estrelada por Yahya Abdul-Mateen II. A produção chegou após quatro anos de desenvolvimento, no início de 2026, e teve uma segunda temporada confirmada antes de ser cancelada. Questionado sobre a suspensão, o ator afirmou: “A razão é óbvia”.

A DC já havia adotado uma abordagem crítica ao supremacismo branco em Watchmen, minissérie de 2019 produzida por Damon Lindelof. Envolvido também em Lanternas, Lindelof levou à equipe de roteiristas uma reflexão sobre o significado de um homem negro receber o anel. A série transforma essa questão em parte da jornada de Stewart, que precisa demonstrar sua capacidade para conquistar o lugar entre os Lanternas.

A produção foi publicada em 25 de setembro de 2026, edição nº 3014.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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