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Cultura

Life of M coloca Natalie Portman no centro de discussão sobre ficção

Novo romance de Rachel Cusk retrata uma atriz que guarda semelhanças com Natalie Portman e amplia o debate sobre personagens reais na literatura.

Life of M coloca Natalie Portman no centro de discussão sobre ficção
Foto: Brian de Rivera Simon/Getty Images

O romance Life of M, de Rachel Cusk, chegará ao Brasil em 2027 pela editora Todavia com uma personagem cuja identidade não é revelada, mas que foi associada por leitores a Natalie Portman. M é apresentada como uma atriz de projeção mundial, leitora frequente e presença recorrente em campanhas publicitárias.

A aproximação se sustenta em elementos específicos da trajetória de Portman. A personagem teria a infância prejudicada por uma atuação precoce em Hollywood e alcançado reconhecimento por um filme sobre bailarinas obcecadas. Portman estreou aos 12 anos em O Profissional (1994), como uma órfã acolhida por um assassino, e recebeu o Oscar em 2011 por Cisne Negro, no papel de uma bailarina que busca a perfeição.

A relação entre as duas também ultrapassa as semelhanças narrativas. Portman e Cusk são amigas, e a atriz escolheu Segunda Casa (2021) e Desfile (2024) para seu clube do livro. Ela também participou de um debate com a escritora. A personagem M, porém, é descrita como vazia, cínica e imatura, em contraste com a imagem pública exibida diante das câmeras. Natalie Portman não comentou o caso publicamente e, conforme pessoas próximas citadas no texto, estaria furiosa.

Ficção inspirada em pessoas reais

O caso integra uma tendência chamada biogossip, termo que pode ser traduzido literalmente como biofofoca. A expressão designa obras de ficção com personagens claramente inspirados em pessoas reais, sobretudo celebridades. A proposta não corresponde a biografias reveladoras, e os livros associados a esse movimento podem expor questões pessoais de seus autores e os limites de escrever sobre pessoas próximas.

Um exemplo conhecido é O Diabo Veste Prada, publicado em 2003 por Lauren Weisberger, que havia trabalhado na revista Vogue americana. A trama foi relacionada à experiência da autora com Anna Wintour, então editora-chefe da revista. A irritação de Wintour aumentou após a adaptação cinematográfica, protagonizada por Meryl Streep. Mais tarde, ela passou a tratar o episódio com leveza e apoiou a continuação do filme.

Em 2018, Lisa Halliday publicou Assimetria, sobre uma jovem assistente envolvida com um escritor muito mais velho. A história revelou a relação da autora com Philip Roth: ela tinha 20 e poucos anos, enquanto ele se aproximava dos 70. Antes desses exemplos, Vita Sackville-West, ex-companheira de Virginia Wolf, serviu de inspiração para Orlando (1928).

A motivação pessoal de Cusk para criar M não é conhecida. Desde 2014, quando começou a trilogia Esboço, a escritora questiona padrões da narrativa e explora a ideia de que as pessoas são seres humanos triviais. Em Life of M, essa perspectiva é aplicada a uma figura situada no topo da fama, mas apresentada como alguém sem nome definido.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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