Meryl Streep passou a ser criticada por grupos cristãos após o anúncio de que dará voz a Aslan na nova adaptação de As Crônicas de Nárnia para o cinema. O leão é amplamente interpretado como uma representação de Cristo na obra de C.S. Lewis.
Nas redes sociais, parte dos comentários classificou a escolha como integrante de uma chamada “agenda woke”, expressão geralmente usada de forma crítica ou pejorativa para tratar de pautas relacionadas à diversidade, à inclusão, à representação de minorias e ao combate à discriminação.
Um dos críticos escreveu no X, antigo Twitter, que “Outra adorada história está sendo arruinada pela Hollywood woke e anticristã”. A publicação também afirmou que o personagem seria dublado por uma mulher e teria olhos heterocromáticos, além de uma listra vermelha apresentada como homenagem a David Bowie.
Justificativa da diretora
As críticas contrastam com a explicação de Greta Gerwig para a escolha. Em entrevista à revista Empire, a diretora disse que procurava uma intérprete capaz de transmitir a imponência e a profundidade de Aslan, mas também seu lado alegre e encantador.
“Queria alguém com mais de 70 anos, para que houvesse uma sabedoria adquirida com a experiência, mas que também tivesse a capacidade de se maravilhar com as coisas de maneira genuína, como uma criança”, afirmou Gerwig. Ela acrescentou que buscava ainda um dos maiores intérpretes de todos os tempos.
A repercussão ocorre em meio à influência da fé cristã na obra de C.S. Lewis. Além dos livros de fantasia, o autor escreveu Cristianismo Puro e Simples e Cartas de um Diabo a seu Aprendiz, obras em que aborda diretamente temas ligados ao cristianismo.


