O consumo de séries sul-coreanas no Brasil é mais concentrado nas regiões Norte e Nordeste, segundo uma pesquisa da Netflix em parceria com o instituto Toluna. Alagoas, Maranhão e Pará aparecem na liderança do ranking proporcional de reproduções neste ano, embora a ordem entre os estados não tenha sido divulgada.
O levantamento, divulgado nesta terça-feira (8), foi realizado em agosto deste ano com 2.087 pessoas, por meio de um formulário online sobre serviços de streaming e formatos consumidos. Entre os entrevistados, 60% disseram já ter assistido a um k-drama ao menos uma vez. Um quarto afirmou acompanhar essas produções diariamente ou pelo menos uma vez por semana.
Frequência e preferência
A pesquisa separou o público geral dos espectadores que consomem k-content, expressão usada para os conteúdos sul-coreanos. Nesse segundo grupo, 30% disseram assistir a k-dramas diariamente. A proporção supera a registrada para gêneros como reality shows e documentários, de acordo com a plataforma.
Jana Borges, diretora de marketing da Netflix no Brasil, resumiu o comportamento desse público: “O ritmo do fã é frenético”. Ela afirmou que o serviço mantém a oferta de novas produções coreanas, com legendas e dublagem em português.
O ranking regional considera a visualização proporcional à audiência de cada localidade, e não o total de horas assistidas. Entre os espectadores nordestinos, 90% consideram os k-dramas mais viciantes do que outros formatos. No conjunto de fãs, 71% avaliam que essas séries são melhores que outros gêneros, enquanto 87% dizem que elas são mais viciantes, divertidas e capazes de proporcionar leveza e alegria.
Para Borges, o interesse também se relaciona a temas presentes nas novelas e nos melodramas brasileiros, como amor, família, sonhos e a vida de pessoas comuns. “É um fenômeno nacional”, afirmou a executiva.
Presença no streaming
A Netflix completa uma década desde sua estreia na Coreia do Sul, período em que passou a produzir conteúdos originais e a ampliar a distribuição de títulos do país. Em 2023, a empresa anunciou investimento de US$ 2,5 bilhões, cerca de R$ 12,8 bilhões, em k-content ao longo dos três anos seguintes.
Segundo a pesquisa, 70% dos entrevistados associam primeiro o streaming aos k-dramas, e 90% consomem essas produções pela Netflix. Desde a estreia do ranking semanal dos dez títulos mais clicados no Brasil, as séries sul-coreanas apareceram entre os dez primeiros em 214 semanas de 290. No ano passado, estiveram na lista em 49 de 52 semanas.
As comédias românticas são o gênero preferido no país. Entre os exemplos citados estão “Beijo Explosivo”, “Bon Appétit, Vossa Majestade” e “Amor e Batatas”.


