O Bolsa Família passou a definir o valor pago com base no número e no perfil dos integrantes da família após a retomada do programa, em 2023. A regra também manteve o piso de R$ 600 por família e prevê um complemento quando a soma dos benefícios fica abaixo desse limite.
A estrutura atual reúne diferentes parcelas. O Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante da família, passou de R$ 142 para R$ 164. O adicional destinado a crianças pequenas subiu de R$ 150 para R$ 173. Já o benefício para gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes foi reajustado de R$ 50 para R$ 58.
Do Bolsa Família ao Auxílio Brasil
O primeiro piso do programa surgiu em novembro de 2021, com a criação do Auxílio Brasil. O valor mínimo foi fixado em R$ 400 por família, durante a pandemia. Naquele período, o beneficiário podia receber o Auxílio Emergencial ou o Auxílio Brasil, mas não os dois simultaneamente.
Em agosto de 2022, o piso do Auxílio Brasil passou para R$ 600. A mudança de nome, ocorrida no fim de 2021, veio acompanhada de uma nova forma de cálculo, com benefícios distintos e garantia de um valor mínimo por família.
Criação e retomada
O Bolsa Família foi criado em outubro de 2003 pela Medida Provisória nº 132 e consolidado posteriormente pela Lei nº 10.836, de janeiro de 2004. Naquele momento, o pagamento médio variava entre R$ 67 e R$ 72, sem um piso definido.
O valor recebido podia ser maior ou menor conforme outros critérios. Essa lógica mudou em 2021, quando foi estabelecido um mínimo. Em 2023, o programa voltou a usar o nome Bolsa Família e preservou o piso de R$ 600, incorporando à definição do pagamento o número e as características dos integrantes da família.


