A CoinEx informou nesta terça-feira (15) que manterá os saques disponíveis até 22 de dezembro, enquanto inicia a retirada gradual de seus serviços. A corretora de criptoativos, sediada em Hong Kong, decidiu encerrar as operações e começou um processo ordenado de desmobilização.
A empresa afirmou que sua proporção de reservas era superior a 100% dos ativos e que os recursos dos usuários tinham cobertura integral, com possibilidade de saque total. A CoinEx atribuiu a decisão à fraqueza prolongada do mercado de criptomoedas, à redução do volume de negociações e da liquidez e ao aumento das exigências regulatórias nas principais jurisdições. Esses fatores, segundo a corretora, ultrapassaram limites razoáveis.
Atividade do mercado
O bitcoin permanece há meses próximo das mínimas em dois anos, em torno de US$ 60 mil (R$ 308,88 mil). O valor representa uma queda de cerca de 50% em relação ao pico de quase US$ 130 mil (R$ 669,24 mil), registrado em outubro de 2025.
Uma recuperação recente, associada a temores de desvalorização do dólar, perdeu força diante das incertezas sobre uma possível alta dos juros pelo Fed, o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, e sobre o Clarity Act, projeto de lei americano voltado ao setor de criptoativos.
O volume médio diário de negociações de bitcoin à vista ficou em cerca de US$ 2,2 bilhões (R$ 11,33 bilhões) em julho, o menor nível desde novembro de 2023. Em agosto, recuou para aproximadamente US$ 1,8 bilhão (R$ 9,27 bilhões), segundo a ChainUp Investment, gestora de ativos digitais. A participação caiu para perto das mínimas em três anos.
Para Justin d’Anethan, chefe de pesquisa da Arctic Digital, a baixa atividade reduziu a sustentabilidade das operações. “Os volumes nos mercados de criptoativos estão tão anêmicos que provavelmente não há dinheiro a ganhar”, afirmou. Ele também disse que as corretoras perderam espaço para outros setores, como inteligência artificial, e para plataformas descentralizadas.


