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Economia

Conselho da Fiesp deve subsidiar propostas econômicas de Flávio Bolsonaro

Grupo presidido por Roberto Campos Neto reúne ex-integrantes do governo Bolsonaro e é citado por Daniella Marques na formulação do plano.

Conselho da Fiesp deve subsidiar propostas econômicas de Flávio Bolsonaro
Foto: Bruno Santos/Folhapress

Estudos do Conselho Superior de Economia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) devem subsidiar propostas de política econômica do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). O colegiado é presidido por Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central durante o governo Jair Bolsonaro, e reúne outros ex-integrantes da administração federal.

Daniella Marques, assessora econômica da campanha de Flávio, integra o conselho e é próxima de Campos Neto. Ela tem afirmado que pretende ouvir contribuições técnicas de entidades como a Fiesp e vem destacando a interlocutores a importância dos estudos do colegiado para o plano de governo do candidato.

Além de Campos Neto e Daniella, participam de conselhos setoriais da entidade a ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina e o senador Sérgio Moro, candidato ao governo do Paraná. O Conselho Superior de Economia também inclui os ex-diretores do Banco Central Bruno Serra, Fernanda Guardado e Fabio Kanczuk, que atuaram durante a gestão de Campos Neto.

Discussões sobre ajuste fiscal

Campos Neto não pode prestar ajuda oficialmente à campanha por ocupar os cargos de vice-chairman e diretor global de políticas públicas do Nubank. O compliance da empresa restringe o posicionamento político de integrantes da chefia. Em nota, sua assessoria afirmou que ele não colabora com candidaturas nem participa de projetos para composições de governo. A atuação no conselho, segundo a nota, está ligada à elaboração de estudos técnicos de distribuição pública.

Em agosto, durante reunião com a diretoria da Fiesp, Campos Neto defendeu sinais de credibilidade institucional e uma mensagem clara de compromisso com o ajuste fiscal, diante de uma dívida bruta próxima a 82% do PIB.

Daniella Marques também mencionou estudos da Fiesp ao criticar a alta da dívida pública do governo Lula. Ela citou uma trava para a relação entre dívida e PIB e afirmou que um corte de 1,5% do PIB poderia produzir um ajuste de 2,5% na curva de juros, com a retomada da credibilidade.

A estratégia se aproxima do modelo adotado pelo ex-ministro da Economia Paulo Guedes nas eleições de 2018, quando grupos de economistas discutiram propostas sem vínculo direto com a campanha. Parte desses participantes depois integrou a equipe do ministério ou presidiu estatais. Campos Neto participou dos debates e posteriormente foi indicado para comandar o Banco Central.

Agenda com candidatos

Desde o início oficial da campanha, em 16 de agosto, Flávio foi o único candidato à Presidência recebido em uma reunião de diretores da Fiesp. O encontro ocorreu em 25 de agosto e teve participação de empresários da indústria. Ronaldo Caiado e Geraldo Alckmin participaram de reuniões antes do início da campanha.

Paulo Skaf, presidente da entidade, demonstrou proximidade com Flávio e sua família e apoiou publicamente a reeleição de Jair Bolsonaro em 2022. No encontro, Flávio defendeu um governo com responsabilidade fiscal para recuperar a capacidade de investimento do setor privado.

A Fiesp afirmou que é apartidária e que recebe candidatos interessados em ouvir sugestões e dialogar sobre o país. A entidade também declarou não haver estudo em curso para ser entregue aos candidatos.

Tarcísio de Freitas participou de reunião em 10 de agosto, quando Skaf elogiou sua atuação no governo de São Paulo. Fernando Haddad não aparece entre os convidados recentes para reuniões da diretoria. Interlocutores de sua campanha afirmaram não ter tido oportunidade de diálogo com a atual gestão nem conhecimento de convite para o encontro com Skaf e outros diretores.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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