São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Economia

Entidades do setor pedem ao STF suspensão de medida contra bets

Associações afirmam que a proibição rompe o marco regulatório e pedem que a medida seja suspensa até análise do Congresso ou da Corte.

Entidades do setor pedem ao STF suspensão de medida contra bets

Entidades que representam empresas de apostas pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão integral da medida provisória que proibiu as bets. As associações alegam que o texto foi publicado sem demonstração de urgência e defendem a interrupção da medida até a deliberação definitiva do Congresso ou o julgamento das ações em tramitação na Corte.

Em manifesto, as entidades afirmaram que a proibição das apostas de quota fixa romperia o marco regulatório criado pelo Estado brasileiro. Também disseram que o setor opera sob autorização, fiscalização e regras do governo federal desde janeiro de 2025.

O documento declara que 31 milhões de pessoas utilizam plataformas legalizadas. Entre os mecanismos citados estão a verificação de idade e CPF, a autoexclusão, políticas de saúde mental e restrições para beneficiários de programas sociais.

Novos endereços após a medida

Levantamento da plataforma Bet Legal identificou 543 casas de apostas lançadas ilegalmente entre as 18h da última sexta-feira (25) e a tarde desta segunda-feira (28), após o anúncio da medida provisória.

O levantamento registrou 41 novas casas uma hora depois da divulgação da medida. O maior volume ocorreu no sábado (26), quando foram identificadas 292 aberturas.

Antes da proibição, as plataformas autorizadas pelo governo apareciam em listas oficiais. As empresas têm até a próxima segunda-feira (5) para devolver os valores aos apostadores que ainda mantinham dinheiro nas contas na sexta-feira (25), último dia em que era possível apostar.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que não seriam aceitos novos aportes nas contas usadas pelas plataformas para receber recursos dos apostadores após a publicação da medida provisória.

Entre 1º de janeiro e 22 de setembro de 2026, a Secretaria de Prêmios e Apostas encaminhou 57.691 endereços, entre domínios e URLs, à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para bloqueio. O número corresponde a endereços e não necessariamente a empresas ou casas distintas, já que uma mesma plataforma pode manter versões alternativas e espelhos.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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