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Economia

Governo ainda avalia restrições às bets, enquanto clubes calculam impacto nas receitas

Entidades do futebol e da mídia defendem a continuidade das apostas autorizadas e dos anúncios; Fazenda diz que não há decisão tomada.

Governo ainda avalia restrições às bets, enquanto clubes calculam impacto nas receitas
Foto: Rubens Cavallari/Folhapress

O governo federal ainda não definiu se vai restringir ou proibir as apostas e os anúncios de empresas do setor, afirmou nesta quinta-feira (17) o ministro da Fazenda, Dario Durigan. As discussões consideram o impacto das bets no orçamento das famílias, enquanto clubes de futebol e entidades ligadas à comunicação articulam apoio à manutenção do mercado autorizado.

“Quando tiver decisão tomada, nós vamos anunciar”, disse Durigan. O ministro afirmou que o governo continua preocupado com o custo de vida e com a preservação da renda das famílias brasileiras.

Receitas dos clubes

Clubes do Rio de Janeiro e de São Paulo se reuniram nesta quinta-feira para aderir a uma carta aberta sobre o tema. Em comunicado publicado nas redes sociais, Flamengo e São Paulo defenderam que a regulamentação seja mantida e afirmaram que o fim do mercado regularizado não eliminaria as apostas. Para as equipes, a consequência seria a migração dos consumidores para plataformas clandestinas.

O documento sustenta que o modelo atual permite fiscalização, responsabilização de empresas que descumprem a lei e combate a operações ilegais. Também afirma que as bets se tornaram uma das principais fontes de receita do futebol.

Os contratos divulgados pelos próprios clubes incluem R$ 268,5 milhões ao ano entre Flamengo e Betano, R$ 113 milhões ao ano entre São Paulo e Superbet, R$ 103 milhões ao ano entre Corinthians e Esportes da Sorte, R$ 100 milhões ao ano entre Palmeiras e Sportingbet, R$ 70 milhões ao ano entre Vasco e Betfair e R$ 60 milhões ao ano entre Atlético Mineiro e Betfair.

Estimativa do setor

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) calcula que uma interrupção dos investimentos poderia retirar R$ 9 bilhões até o fim das licenças, previsto para 2029. A estimativa inclui campanhas de televisão, contratos com influenciadores e patrocínios esportivos.

O presidente da ANJL, Plínio Jorge Lemos, disse que tem procurado parceiros comerciais diante das declarações sobre possíveis restrições. “Veículos de imprensa, clubes de futebol, o Comitê Olímpico Brasileiro e a Apae estão todos preocupados, ligando querendo saber o que vai acontecer”, afirmou.

Lemos também manifestou receio de uma medida provisória com efeito imediato, em cenário comparado por ele à proibição do bingo em 2004. A legislação determina que 0,5% do faturamento das plataformas seja destinado à Federação Nacional das Associações Pestalozzi, à Federação Nacional das Apaes e à Cruz Vermelha Brasileira.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na quarta-feira (16) que o governo realizou três reuniões sobre possíveis restrições, com integrantes da Presidência, da Casa Civil, do Ministério da Fazenda e do Ministério da Justiça. Ele declarou ter disposição pessoal para proibir o jogo. Integrantes do governo presentes nos encontros disseram que não há definição nem prazo para uma eventual medida.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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