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Economia

Iene recua após decisão do Banco do Japão sobre os juros

Moeda chegou a 157,84 ienes por dólar depois que o banco central elevou a taxa para 1,25% e indicou novos aumentos.

Iene recua após decisão do Banco do Japão sobre os juros
Foto: Kim Kyung-Hoon/Reuters

O iene caiu para o menor nível em duas semanas após o Banco do Japão elevar a taxa básica de juros para 1,25%, o maior patamar em 31 anos. A moeda foi negociada a 157,84 ienes por US$ 1, alta de 1,52% em relação ao fechamento do dia anterior.

A decisão, anunciada nesta sexta-feira (18), foi aprovada por sete votos contra dois. O banco central também indicou que poderá voltar a elevar os juros para conter a inflação, embora o índice tenha desacelerado em agosto.

Inflação e pressão sobre os juros

A alta dos preços ficou em 1,7% em agosto, abaixo dos 1,8% registrados em julho, segundo dados oficiais divulgados pelo Ministério do Interior. A redução ocorreu após o governo japonês implementar subsídios para a gasolina e a eletricidade.

Mesmo com a desaceleração, analistas preveem que o aumento do petróleo provocado pela guerra no Oriente Médio continuará pressionando a inflação. O cenário também inclui preços mais altos de energia, a fragilidade do iene e a elevação dos juros nos Estados Unidos e na União Europeia.

Ray Attrill, chefe de estratégia cambial do National Australia Bank, em Sydney, afirmou que a decisão ficou aquém das expectativas e destacou a falta de unanimidade na votação. “Isso realmente causou estranheza no mercado”, disse.

Atenção sobre o câmbio

Os operadores continuaram atentos ao risco de uma intervenção para sustentar o iene. A ministra das Finanças, Satsuki Katayama, afirmou que Tóquio não hesitará em promover novas ações coordenadas, depois de uma iniciativa conjunta dos Estados Unidos e do Japão para fortalecer a moeda no fim de julho.

O iene havia subido com força no início de setembro e alcançado o maior nível desde fevereiro, impulsionado pela expectativa de uma sequência de aumentos de juros pelo Banco do Japão. Essa perspectiva, porém, foi colocada em dúvida após a decisão desta sexta-feira.

Frantisek Taborsky, estrategista de câmbio do ING, avaliou que o comunicado trouxe poucos sinais adicionais de uma postura mais rígida que sustentassem a valorização do iene.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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