SÃO PAULO — As operadoras de planos de saúde médico-hospitalares registraram lucro líquido de R$ 10,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, uma queda de 12% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (16) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
O resultado operacional, que considera a diferença entre as receitas e as despesas diretamente ligadas à operação de saúde, ficou positivo em R$ 5,6 bilhões. O valor representa recuo de 11% na comparação anual.
A receita do setor alcançou R$ 201,9 bilhões, alta de 8,3% sobre o mesmo intervalo de 2025. A sinistralidade agregada chegou a 81,9%, avanço de 0,8 ponto percentual em relação ao período correspondente do ano anterior. O indicador mede o peso dos custos com a utilização dos planos diante do total arrecadado com mensalidades ou apólices.
A ANS afirmou que o índice foi influenciado por fatores atípicos, entre eles o reconhecimento de provisão técnica voluntária por uma das maiores operadoras do setor.
Aplicações financeiras
As aplicações financeiras das operadoras médico-hospitalares somaram R$ 142,4 bilhões no fim de junho de 2026. Segundo a agência, esses recursos representam uma fonte relevante de receita adicional e contribuem para o lucro final.
O resultado financeiro do setor foi de R$ 7,5 bilhões no trimestre, o maior da série histórica em valores nominais.
Entre as operadoras exclusivamente odontológicas, a ANS registrou forte variação no patrimônio líquido e nos resultados. A agência relacionou a mudança à reorganização societária ocorrida em empresas de um grande grupo econômico do setor.
As maiores cifras de resultado líquido foram registradas por Bradesco, com R$ 2 bilhões; Amil, com R$ 960 milhões; Postal Saúde, responsável pela assistência médica dos funcionários dos Correios, com R$ 875 milhões; Unimed Seguros, com R$ 419 milhões; MedSênior, com R$ 387 milhões; e Porto Seguro, com R$ 380 milhões.


