São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00%
Notícia com critério
Economia

Meta é orientada a manter checagem profissional ao testar notas na América Latina

Conselho de Supervisão afirma que mecanismos têm funções diferentes e alerta para riscos em países polarizados e regimes repressivos.

Meta é orientada a manter checagem profissional ao testar notas na América Latina
Foto: Dado Ruvic/Reuters

O Conselho de Supervisão da Meta recomendou que a empresa avalie os riscos específicos de cada país antes de ampliar o uso das Notas da Comunidade na América Latina. O órgão também pediu que a ferramenta criada por usuários não seja apresentada como substituta direta da verificação feita por jornalistas.

A Meta começou, na quarta-feira (9), a testar o sistema em 16 países da região. A iniciativa foi anunciada como parte de uma possível substituição do programa de verificação profissional de conteúdos, no qual jornalistas analisam informações potencialmente enganosas.

Riscos em diferentes países

Para o conselho, a checagem profissional e as notas produzidas por usuários são mecanismos complementares, com finalidades distintas. As notas podem contribuir para debates e estimular a livre expressão, mas também podem ser manipuladas ou gerar danos em regimes que reprimem direitos humanos, em ambientes marcados por polarização e violência política ou onde existam redes de desinformação em larga escala.

“Instamos a Meta a não apresentar as notas da comunidade como uma substituição direta da verificação”, afirmou o conselho, responsável por Facebook, WhatsApp e Instagram. O órgão defendeu que a passagem da fase de testes para a implementação considere as condições de cada território.

A ferramenta depende da participação de usuários que atendam a requisitos como ter pelo menos 18 anos, manter uma conta com no mínimo seis meses de existência e não ter violado repetidamente as regras da Meta. O modelo já havia sido adotado nos Estados Unidos no ano passado, quando a empresa encerrou seu programa de verificação no país, antes do início do segundo mandato de Donald Trump.

Os países incluídos no teste são Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. O Brasil ficou fora da lista.

A decisão foi questionada pela Rede Internacional de Checagem de Fatos (IFCN), que considera insuficiente o programa da Meta em contextos de alta desinformação. A AFP participa do sistema profissional de verificação do Facebook em mais de 26 idiomas.

O anúncio ocorreu em um cenário de fortalecimento da direita e da extrema direita na América Latina, com candidatos eleitos em países como Chile, Colômbia, Equador, Argentina e Peru. O texto também menciona Donald Trump e Nayib Bukele como referências políticas desses grupos e destaca o uso das redes sociais para difundir mensagens e desinformação.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.