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Economia

Como a Nasty Gal cresceu, perdeu valor e acabou vendida por US$ 20 milhões

Sophia Amoruso transformou uma loja de roupas vintage em uma marca milionária antes de enfrentar queda de receita, demissões e falência.

Como a Nasty Gal cresceu, perdeu valor e acabou vendida por US$ 20 milhões
Foto: Getty Images

A Nasty Gal chegou a ser avaliada em US$ 350 milhões, mas terminou vendida por US$ 20 milhões ao grupo Boohoo, em fevereiro de 2017. A trajetória da marca foi construída por Sophia Amoruso a partir de uma loja de roupas vintage no eBay e de uma operação inicialmente conduzida por ela mesma.

Antes de criar a empresa, Amoruso havia vendido livros pela Amazon. Ela procurava títulos da lista de mais vendidos do jornal The New York Times e os revendia. Em 2006, trabalhava conferindo crachás no saguão de uma escola de arte. O emprego oferecia seguro médico para uma cirurgia de hérnia.

No eBay, ela passou a procurar roupas vintage entre pertences de pessoas falecidas. As peças eram apresentadas com suas amigas como modelos e recebiam preços baixos nos leilões, que começavam em US$ 9,99. A marca recebeu o nome Nasty Gal, inspirado em um álbum da cantora Betty Davis (1945-2022).

Da loja virtual ao crescimento acelerado

Quando decidiu migrar para um website, Amoruso descobriu que o domínio já havia sido usado por uma página de pornografia. No primeiro ano e meio, cuidou sozinha das fotografias, da edição, dos preços, das descrições, das medidas, da pesagem e da publicação das peças.

A clientela passou a se identificar não apenas com as roupas, mas também com os visuais e a forma de atuação associados à marca. Entre as clientes mencionadas por Amoruso estava a atriz Anne Hathaway, além de jornalistas e escritores de moda.

O faturamento avançou de cerca de US$ 75 mil no primeiro ano para US$ 250 mil no segundo. No terceiro, chegou a US$ 1,1 milhão; no quarto, a US$ 6,5 milhões. No quinto ano, alcançou US$ 30 milhões. Segundo a revista Inc., a Nasty Gal foi a empresa varejista que mais cresceu nos Estados Unidos em 2012, com faturamento superior a US$ 100 milhões.

Amoruso afirmou ao programa de rádio Business Daily, do Serviço Mundial da BBC, que não tinha como objetivo inicial criar uma empresa. “Enquanto tentava fugir de trabalhar, acabei construindo algo que era realmente muito divertido”, disse.

A expansão chamou a atenção de um fundo de capital de risco, que avaliou a Nasty Gal em US$ 350 milhões. Amoruso recebeu US$ 50 milhões em troca de uma participação na empresa para financiar o crescimento. Entre 2008 e 2011, as vendas aumentaram mais de 10.000%.

Receita em queda e falência

A avaliação elevada não se converteu em lucro suficiente. A receita caiu para cerca de US$ 85 milhões em 2014. Em janeiro de 2015, Amoruso deixou o cargo de diretora-executiva para Sheree Waterson e assumiu como presidente-executiva. Depois vieram as demissões.

A fundadora afirmou que a empresa não havia conseguido consolidar sua estrutura interna enquanto crescia. Também disse que os interesses dos investidores poderiam não coincidir com os da empresa ou com os seus próprios.

Antes da falência, a Nasty Gal passou meses procurando uma empresa maior que pudesse comprá-la. Amoruso declarou que percebeu não ser possível pagar os fornecedores e que manter as operações seria irresponsável.

O que foi vendido

O grupo Boohoo, com sede em Manchester, no Reino Unido, comprou a propriedade intelectual da Nasty Gal. O negócio incluiu o nome, o logotipo, os endereços na internet, as contas nas redes sociais, a imagem da marca e o banco de dados de clientes.

A aquisição não incluiu a equipe, as operações nem as obrigações legais relacionadas a devoluções pendentes e créditos em lojas. Para Amoruso, o grupo comprou o público construído pela empresa.

Aos 42 anos, Sophia Amoruso dirige desde 2023 o fundo de capital de risco Trust Fund, com apoio de figuras como Paris Hilton. Antes disso, comandou a Girlboss Media, que incluía um livro e um podcast com mais de 22 milhões de downloads, e depois vendeu a companhia.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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