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Economia

Novo crédito dos Correios terá aval do Tesouro e prazo de 15 anos

Pedido prevê empréstimo de R$ 7 bilhões com quatro bancos privados, custo de 114,26% do CDI e três anos de carência.

Novo crédito dos Correios terá aval do Tesouro e prazo de 15 anos
Foto: Rafaela Araújo -12.set.25/Folhapress

Os Correios solicitaram ao Tesouro Nacional a garantia da União para um empréstimo de R$ 7 bilhões com Banco ABC, Citibank, Deutsche Bank e JPMorgan. O pedido foi apresentado na última quinta-feira (3) e ainda está sob análise.

A operação terá custo de 114,26% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), equivalente hoje a juros próximos a 16% do ano. O contrato terá duração de 15 anos, com os três primeiros de carência e sem cobrança de prestações. Para essa modalidade, o limite de custo permitido pelo Tesouro é de 120% do CDI.

O valor é inferior ao do primeiro financiamento da companhia, de R$ 12 bilhões, contratado em dezembro de 2025 a uma taxa de 115,13% do CDI. A garantia soberana prevê que a União assuma os pagamentos se os Correios não honrarem a dívida.

O novo empréstimo integra o plano de reestruturação da empresa, que enfrentou dificuldades financeiras e risco de falta de recursos no ano passado. Além de garantir os contratos, o governo prevê uma injeção de R$ 6 bilhões em recursos públicos em 2027.

A necessidade total estimada inicialmente pela gestão dos Correios era de R$ 20 bilhões. A empresa informou ao Tesouro que o montante caiu para R$ 19 bilhões, uma redução de R$ 1 bilhão, após melhora na posição de caixa no fim do ano passado. A companhia relacionou o resultado a medidas como a renegociação e o parcelamento de dívidas acumuladas, principalmente com fornecedores.

O prejuízo dos Correios chegou a R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre, resultado levemente melhor que o registrado no mesmo período de 2025.

O contrato também deverá exigir que a empresa faça esforços para obter um aporte de ao menos R$ 6 bilhões da União até o fim do ano que vem. O recurso está previsto no Orçamento. Outra cláusula determina a quitação do crédito caso a companhia seja privatizada no futuro.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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