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Economia

Operação Arena mira fluxo de criptoativos ligado à Pixbet e prende sócio na Paraíba

Polícia Federal investiga remessas internacionais, empresas de fachada e uso de recursos de apostas para regularizar a casa

Operação Arena mira fluxo de criptoativos ligado à Pixbet e prende sócio na Paraíba
Foto: Reprodução/Pixbet

A Polícia Federal investiga um fluxo de recursos que passava por empresas brasileiras e estrangeiras, compra de criptoativos e remessas ao exterior no caso envolvendo a Pixbet. A apuração aponta que o dinheiro das apostas era convertido, enviado a contas fora do país e posteriormente devolvido à casa de apostas por meio de operações apresentadas como pagamento de dividendos.

O empresário Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio minoritário da Pixbet, foi preso na manhã desta quinta-feira (17), na Paraíba, durante a segunda fase da Operação Arena. A ação também cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e determinou o sequestro de bens em Campina Grande e na capital paraibana.

Como os recursos eram movimentados

De acordo com a investigação, empresas constituídas no exterior recebiam valores elevados sem atividade econômica compatível. Embora registradas fora do Brasil, elas seriam administradas em território nacional e usadas para dar aparência legal a recursos provenientes de apostas.

Os valores enviados pelos apostadores à Pixbet por instituições financeiras eram transferidos para essas empresas e utilizados na compra de stablecoins, criptomoedas com valor ancorado no dólar. Parte dos recursos também era trocada por dólares em casas de câmbio e enviada a contas em paraísos fiscais.

Depois, as stablecoins seriam direcionadas a contas do grupo empresarial, enquanto os valores remetidos às empresas retornariam à casa de apostas como dividendos. O saldo mantido no exterior também teria financiado a operação da empresa.

Bens e regularização

A Receita Federal informou que o dinheiro reenviado à Pixbet teria sido usado na compra de bens de luxo e no pagamento de outorgas e taxas exigidas pelo governo federal para a regularização da empresa desde o ano passado. Dados obtidos por meio da lei de acesso à informação relacionam Santos a duas licenças. Cada uma custa R$ 30 milhões e exige depósito de segurança de R$ 5 milhões.

A Operação Arena também apura possível omissão de rendimentos e o uso de estruturas empresariais para sonegar tributos. Na etapa anterior, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Sergipe, Paraíba e Paraná.

A investigação trata de suspeitas de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outros crimes contra a ordem tributária e financeira. O diretor jurídico da Pixbet, que representa Diomar Dantas, não respondeu às ligações nem às mensagens feitas na manhã desta quinta-feira (17).

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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