SÃO PAULO — Executivos da Paramount discutem convidar Elon Musk para integrar um consórcio de investidores da empresa, conforme pessoas familiarizadas com o assunto. A companhia procura novas fontes de capital depois de firmar a aquisição da Warner Bros., avaliada em US$ 110 bilhões (R$ 645 bilhões).
A transação enfrentou uma ação judicial nos Estados Unidos em julho, apresentada pela Califórnia e outros 11 estados para tentar impedir o negócio. Um acordo anunciado nesta segunda-feira (21) entre a Paramount e os estados retirou o principal obstáculo à conclusão da operação.
Pelo entendimento, a Paramount terá de ampliar a produção de filmes nos Estados Unidos, com investimento adicional de pelo menos US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão) por ano. A empresa também deverá formar um conselho destinado a preservar a independência editorial das emissoras CBS e CNN.
O compromisso prevê ainda a produção de 30 filmes por ano nos dois primeiros anos posteriores ao acordo e de 32 anuais nos três anos seguintes.
Relações com Larry Ellison
A possibilidade de participação de Musk foi divulgada nesta quarta (23). Musk e Larry Ellison, fundador da Oracle e pai de David Ellison, CEO da Paramount, mantêm uma amizade de longa data. As conexões de Larry Ellison e seus recursos financeiros ajudaram a viabilizar a compra da Warner Bros. pela Paramount.
Larry Ellison garantiu pessoalmente mais de US$ 40 bilhões (R$ 205,2 bilhões) em financiamento de capital para a aquisição. Em 2022, ele investiu US$ 1 bilhão (R$ 5,17 bilhão) no acordo de Musk para fechar o capital do Twitter, atual X. Ellison também investiu na Tesla em 2018 e integrou por anos o conselho de administração da fabricante de veículos elétricos.


